Implantes mamários não duram a vida toda, alerta agência dos EUA

As mulheres que implantaram silicone nos seios provavelmente precisarão se submeter a uma cirurgia adicional no espaço de dez anos para tratar de complicações como ruptura da prótese, disseram autoridades norte-americanas na quarta-feira.

ANNA YUKHANANOV, REUTERS

22 Junho 2011 | 15h58

O FDA, a agência responsável nos Estados Unidos pelo controle dos alimentos e dos medicamentos, fará uma revisão dos selos de segurança das próteses mamárias de silicone.

A decisão foi tomada depois de uma análise de dados provenientes de diversos estudos de longo prazo, que também indicaram que os produtos tinham uma pequena ligação com um tipo raro de câncer.

A agência informou que os estudos no geral confirmaram que os implantes podem ser usados com segurança, mas ressaltou que as conclusões podiam ser limitadas porque parte das mulheres abandonou as pesquisas.

"O ponto-chave é que os implantes mamários não são para a vida toda", disse Jeff Shuren, diretor do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica do FDA. "Quanto mais tempo você tiver o implante, maior a probabilidade de ter complicações."

Em 2010, foram feitos quase 400 mil procedimentos para reconstrução ou aumento das mamas nos Estados Unidos, de acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. O número inclui implantes de silicone e de solução salina.

Cerca de 70 por cento das mulheres que se submeteram à cirurgia por causa de doença ou trauma e 40 por cento das que tiveram o seio aumentado com o uso de silicone precisaram de outra operação no espaço de dez anos, indicaram estudos.

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