Inca recomenda sete ações para reduzir número de mortes por câncer de mama

Apesar dos avanços científicos e da expansão da rede, doença mata 11 mil brasileiras por ano

Agência Brasil

15 Outubro 2010 | 18h41

RIO DE JANEIRO - O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta Sexta-feira, 15, sete recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no País. Apesar dos avanços científicos e da expansão da rede de saúde, a doença atinge 49,2 mil brasileiras por ano, causando 11 mil mortes anuais.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, alertou que, além de seguir as recomendações do instituto, a principal atitude da mulher para combater a doença ainda é a consulta médica regular e precoce, a partir do início da adolescência.

“Desde quando a mulher entra na puberdade, é fundamental que ela tome consciência do próprio corpo. Está comprovado, cientificamente, que, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior a chance de cura, maior o tempo de sobrevida e melhor a qualidade de vida", afirmou Santini.

O diretor-geral ressaltou a necessidade de os médicos qualificarem o atendimento, realizando sempre ações que promovam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, independentemente do tipo de consulta prestada.

Para ele, o Brasil é bem servido de mamógrafos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o País tem 3,4 mil aparelhos, o que significa um para cada 55,8 mil mulheres. Ainda assim, o total de equipamentos é inferior ao número de municípios brasileiros (5.565), o que significa que ainda há muitas cidades que não oferecem o serviço.

De acordo com o Inca, os maiores índices de mortalidade por câncer de mama no País são registrados nos Estados do Rio de Janeiro (16,8 por 100 mil habitantes), Rio Grande do Sul (15,54 por 100 mil) e São Paulo (14,65 por 100 mil), além do Distrito Federal (15,40 por 100 mil). A explicação para os maiores índices nas regiões mais desenvolvidas é de que a doença aumenta segundo o avanço da idade da população, que vive mais nesses Estados.

O Inca recomenda que toda mulher tenha amplo acesso à informação científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama; fique alerta para os primeiros sinais e sintomas da doença e procure avaliação médica; as que apresentarem nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas devem receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias; e as que têm idade entre 50 e 69 anos devem fazer mamografia a cada dois anos.

Além disso, o Inca recomenda que todo serviço de mamografia participe de um programa de qualidade e que a qualificação, quando obtida, seja exibida em local visível; que toda mulher saiba que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além [do incentivo] da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama; e que a terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco da doença.

As indicações do Inca fazem parte da campanha mundial "Outubro Rosa", realizada em vários países para alertar as mulheres sobre a necessidade de prevenção e diagnóstico do câncer de mama.

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