Incidência de aids em jovens de 15 a 24 anos cai quase pela metade em SP

Total passou de 13,5 por 100 mil em 2000 para 7,3 em 2008; sexo acarreta 72,6% dos casos

Agência Brasil

10 Novembro 2010 | 18h22

SÃO PAULO - A incidência de aids nos paulistanos com idade entre 15 e 24 anos passou de 13,5 pessoas por 100 mil habitantes em 2000 para 7,3 em 2008. As relações sexuais são responsáveis por 72,6% dos casos de contaminação.

 

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Segundo um dos estudos apresentados na última terça-feira, no 7º Seminário de Pesquisa em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), a região norte da capital paulista tem o maior percentual de casos notificados (21,7%), seguida da Sé (centro), com 11,1%.

De acordo com o responsável pelo trabalho, Breno Souza Aguiar, já há programas voltados para prevenção nesses grupos, mas pesquisas permitem que as campanhas sejam aperfeiçoadas. “Com esses resultados, podemos verificar quais as prioridades segundo características regionais e o planejamento estratégico do Programa Municipal de DST/Aids”, afirma.

A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Maria Cristina Abbate, explicou que um dos objetivos do seminário anual é produzir um relatório de todos os levantamentos na área de doenças sexualmente transmissíveis, em andamento ou já concluídos. Dos seis estudos apresentados no seminário, apenas um foi concluído.

“Isso é uma prestação de informação pública, porque essas pesquisas são feitas no serviço público e é obrigação do autor devolver à comunidade aquilo que está estudando”, disse Maria Cristina.

Segundo ela, dados mais recentes indicam que, até 2009, foram registrados 74.310 novos casos de aids na capital paulista. De 2007 para 2008, a incidência caiu de 22 para 16,1 por 100 mil habitantes. “No caso de transmissão vertical, tivemos ao longo dos últimos cinco reduções importantes, chegando àquilo que a Organização Mundial de Saúde considera aceitável”, revela.

A coordenadora acredita que o maior desafio é o combate a DSTs que não têm notificação obrigatória. A coordenadora explicou que, quando se melhora o sistema de informação, é possível ter alguns aumentos numéricos. “Pode ter havido um aumento de notificações, o que é bom porque se passa a ter informações mais qualificadas para poder fazer esse retrato. Estamos investindo na cultura de que, mesmo não sendo obrigatório para algumas DST, esse registro seja feito”, completa.

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