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Inclinar o copo para servir champanhe economiza bolhas, dizem cientistas

Os cientistas dizem ter examinado dois modos de encher uma taça de champanhe

Associated Press

13 de agosto de 2010 | 14h30

Cientistas franceses afirmam ter resolvido uma questão que há tempos divide os amantes do champanhe: qual a Melchor forma servir o espumante? Resposta: é com a taça inclinada, e não na vertical.

 

Garrafas de uísque são extraídas de caixa congelada há 100 anos na Antártida

 

Os pesquisadores da Universidade de Reims dizem que servir a bebida com  ataca inclinada, como se faz com cerveja, preserva mais das minúsculas bolhas de gás que reforçam o sabor e o aroma do espumante.

 

O estudo - Das Perdas de CO2 Dissolvido Durante o Serviço do Champanhe - aparece no periódico Journal of Agricultural and Food Chemistry, uma publicação dos Estados Unidos.

 

Os cientistas dizem ter examinado dois modos de encher uma taça de champanhe: o método "tradicional", em que o líquido é derramado verticalmente para atingir o fundo da taça; e o "método cerveja", executando com uma inclinação da taça e permitindo que o champanhe deslize pelo vidro.

 

Eles disseram que o estudo diz respeito não só a fãs do champanhe, mas também aos fabricantes de copos. Eles destacam que a indústria busca uma "nova geração" de taças para champanhe, capaz de controlar a liberação de dióxido de carbono, o gás que dá agulha à bebida.

 

Os pesquisadores usaram garrafas da safra 2008 da Cooperativa Nogent l'Abbesse para determinar como os métodos de servir afetavam a liberação de CO2.

Foram usados dois métodos para medir a quantidade de CO2 em cada serviço, e foram testadas garrafas resfriadas a diferentes temperaturas. Champanhe servido como cerveja reteve mais gás que o champanhe servido de forma a criar um colarinho de "mousse", ou espuma.

 

E quanto mais fria a garrafa, menos gás se perde.

 

O artigo não informa se degustadores profissionais foram chamados para confirmar as descobertas, mas o principal pesquisador é Gerard Liger-Belair, um químico cujo livro Uncorked: The Science of Champagne (Desarrolhado: a Ciência do Champanhe) recebeu críticas positivas quando foi lançado em 2004.

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