Ian Salas / EFE
Ian Salas / EFE

Indicados para levar oxigênio a Manaus, aviões da FAB sofrem com falta de verba para manutenção

Capital do Amazonas enfrenta colapso do sistema de saúde por falta de insumo

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2021 | 23h25

BRASÍLIA - Oficiais da Aeronáutica ouvidos pelo Estadão informaram nesta quinta-feira, 14, que a Força Aérea Brasileira (FAB) está enfrentando falta de recursos para manutenção de aeronaves. Esse problema também atinge o Exército e a Marinha em todos os seus equipamentos. Dos 12 aviões cargueiros Hércules C-130 que a FAB tem, uma média de apenas três ou quatro estão voando. No momento, um está efetivamente em operação e o segundo, saindo da fase de manutenção, possivelmente ainda esta noite, para também fazer o transporte de cilindros de oxigênio de São Paulo para Manaus, que enfrenta colapso no sistema de saúde com a pandemia de covid-19.

De acordo com esses militares, outros dois tipos de aeronaves estão trabalhando no atendimento à pandemia, seja no transporte de equipamentos, seja no de pessoal de apoio e também de pacientes: dois C-99 e  dois KC 390.

O Brasil já deveria ter mais aviões KC-390, que vão substituir os Hércules em operação, mas as entregas foram atrasadas por causa da crise econômica. Com três anos de atraso em relação ao previsto, o primeiro KC-390 só foi incorporado à Força Aérea em setembro de 2019. Até agora, a FAB já recebeu quatro KC-390. Dois estão participando de trabalhos ligados à pandemia e os demais, em outro tipo de missões.

A família de aviões tipo Hércules C-130 começou a voar em 1954. Trata-se do avião produzido por mais tempo na história. A FAB recebeu seus primeiros três C-130E em 1964. Já chegou a ter 39 aviões desse tipo.  Em 2001, foram compradas as últimas 10 aeronaves C-130H da Itália. Na época, já eram aviões de segunda mão.

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