Índice de desempenho de operadoras de planos de saúde tem queda

Avaliação da ANS mostra que apenas 10% dos 52,7 milhões de beneficiários estavam em operadoras com índice muito bom

O Estado de S. Paulo

19 Novembro 2014 | 17h22

Atualizada às 21h13

RIO - O porcentual de consumidores em operadoras de planos de saúde que obtiveram índice considerado satisfatório pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) caiu em 2013 na comparação com o ano anterior. De acordo com a avaliação anual do desempenho das operadoras, divulgada nesta quarta-feira, 93,8% das empresas de saúde do País apresentaram índice de desempenho igual ou maior que 0,5 numa escala que vai de 0 a 1. Em 2012, o porcentual chegara a 95,2%.

“Estatisticamente, na média, a situação se mantém em relação ao ano anterior”, disse a diretora de Desenvolvimento Setorial da Agência, Martha Oliveira. Um terço (33,3%) das operadoras obtiveram desempenho considerado ruim ou regular, abaixo de 0,6. Em 2012, o índice era de 38,4%.

A avaliação da ANS mostra que apenas 10% dos 52,7 milhões de beneficiários de planos privados médico-hospitalares estavam em operadoras com índice considerado muito bom na avaliação, com notas de 0,8 a 1. Já os consumidores que adquiririam planos considerados bons (0,6 a 0,79) representavam 72% do total.

Perguntada sobre o fato de apenas 10% dos consumidores estarem em planos considerados muito bons, Martha disse que isso “não é preocupante”. “Na verdade, temos a outra faixa, de 0,6 a 0,79 com bastante beneficiário. Temos um pool de indicadores que são muito heterogêneos. São quatro dimensões diferentes (que avaliam a assistência prestada, a satisfação dos beneficiários, a situação econômico-financeira das operadoras e a estrutura e operação). Uma operadora pode estar na penúltima faixa e ter alguma das dimensões muito boa. Ela precisa estar equilibrada e sustentável em todas as dimensões para ter uma nota boa no final”, disse a diretora da ANS. 

O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) é considerado a “nota” das operadoras, mas a ANS não divulga um ranking das empresas. Foram avaliadas as 1,2 mil operadoras do País. No portal da ANS, é possível buscar as informações referentes ao resultado de cada operadora na avaliação. “Esse não é um instrumento de punição. É um programa que busca incentivar a qualificação das operadoras”, disse o diretor-presidente da ANS, André Longo.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 27 operadoras líderes no mercado de planos e seguros de saúde, destacou o fato de 66,7% das operadoras terem sido classificadas como boa ou muito boa, um crescimento de 5 pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior. Para a entidade, o dado reflete a "a contínua melhora nos resultados do índice aos esforços das operadoras de planos e seguros de saúde em qualificar suas operações e atendimento aos beneficiários".

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