Índice de transmissão de aids de mãe para filho cai em 72% em SP

O Estado de São Paulo conseguiu reduzir em 72% o índice de transmissão da aids de mãe para filho durante a gestação, parto ou aleitamento, apontou o novo balanço sobre a doença produzido pela Secretaria Estadual da Saúde. Em 2005, foram notificados 106 casos desse tipo de transmissão da doença. Em 1996, quando teve início a distribuição universal de medicamentos, esse número foi de 372 casos. O dado revela o acerto das ações adotadas no Estado, em parceria com os municípios, para a prevenção dessa forma de contágio do HIV. A distribuição gratuita de anti-retrovirais, como AZT, às gestantes soropositivas e a realização do teste para detecção do HIV durante o pré-natal (obrigatória em São Paulo desde 1999) foram fundamentais para garantir a redução na incidência na transmissão vertical. Além disso, o Estado segue as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando a substituição do aleitamento materno pelo leite artificial ou leite humano pasteurizado no caso de gestantes portadoras da Aids. Os filhos menores de seis meses de mulheres infectadas pelo HIV recebem, gratuitamente, leite artificial, que substitui o leite materno. Depois da implantação do AZT endovenoso no momento do parto, o número de parturientes tratadas aumentou, passando de 784 em 1997 para 2.517 em 2002. A realização do teste rápido para a pesquisa do HIV nas maternidades no Estado aumentou ao longo do tempo. Recomenda-se que esse teste seja oferecido no início da gestação ou na primeira consulta do atendimento do pré-natal. No período de 1980 até 30 de junho de 2006, foram notificados ao Sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo 151.961 casos de aids. Desse total, 70,45% (107.058) são homens e 29,55% (44.903) mulheres.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.