Dhemas Reviyanto/ Antara Foto/
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Indonésia prevê produzir 250 milhões de doses por ano de vacina contra o coronavírus

Laboratório do país aguarda última fase de testes da vacina chinesa Sinovac antes de iniciar a elaboração

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 16h29


JAKARTA - A Indonésia terá capacidade para produzir 250 milhões de doses por ano de uma vacina contra o coronavírus até o final de 2020, disse nesta terça-feira o ministro das Empresas Estatais do país, Erick Thohir. A Indonésia confirmou 115.056 casos de covid-19. Desde  o início de junho o país tem tido média de cerca de mil novos casos por dia.

A Bio Farma, empresa farmacêutica estatal da Indonésia, começará a fase 3 dos testes em humanos nesta semana utilizando uma vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac. Se esses testes forem bem sucedidos, a Bio Farma disse que produzirá o número de vacinas previsto.

De acordo com a OMS, há 165 vacinas sendo desenvolvidas para combater o novo coronavírus em todo o mundo. Dessas, 26 estão em avaliação clínica, ou seja, iniciaram os testes em seres humanos. São cerca de 90 mil voluntários, por enquanto, que vão receber as doses. Seis das vacinas estão na fase 3, a última antes da conclusão. 

Existem preocupações, no entanto, sobre demanda e acesso dos países em desenvolvimento a essas doses. Erick Thohir disse que se os resultados dos testes forem positivos a Bio Farma aumentará sua capacidade nos próximos meses e até o final do ano estará pronto para produzir 250 milhões de doses por ano.

"Vamos confiar na capacidade do nosso país. Não duvide da capacidade da Bio Farma, seja para produzir vacinas que são produzidas com parceiros internacionais ou vacinas produzidas exclusivamente por eles", disse Thohir em comunicado.

Os testes na Indonésia serão realizados em Java Ocidental e contará com 1.600 voluntários. A Sinovac também está trabalhando com Bangladesh e Brasil para a testes clínicos.

Bambang Heriyanto, secretário corporativo da Bio Farma, disse à Reuters que a capacidade de produção de 250 milhões de doses depende dos testes. / REUTERS

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