Informação é fundamental para entender importância de biossimilares
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Informação é fundamental para entender importância de biossimilares

Dos profissionais de saúde aos pacientes, toda a sociedade precisa se envolver no debate sobre o acesso a medicamentos inovadores

Sandoz, Media Lab Estadão
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29 de julho de 2020 | 14h55

Medicamentos biossimilares já estão no mercado global há mais de uma década e são usados para tratar doenças como câncer, doenças autoimunes, distúrbios endocrinológicos, hematológicos, renais e de pele. Eficazes e seguros, podem ser prescritos inclusive para pessoas que já faziam uso do medicamento biológico de referência. Essa foi uma das principais abordagens do segundo dia do fórum online Diálogos Estadão Think "Biossimilares: sustentabilidade e inovação”, que começou na segunda-feira, dia 27 e teve seu último encontro hoje, nas mídias sociais do Estadão.

O acesso à informação sobre medicamentos biossimilares, por parte dos profissionais de saúde e também dos pacientes, foi trazido ao debate como necessidade básica e urgente. “Estudos já mostraram que mais de 50% dos médicos da América Latina não sabem definir o que é um biossimilar”, afirmou o reumatologista Valderílio Feijó Azevedo, chefe do serviço de Reumatologia da Universidade Federal do Paraná e coordenador da Comissão de Biotecnologia da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

A necessidade de conscientizar a sociedade sobre o impacto da incorporação dos biossimilares para melhorar a gestão dos recursos de saúde foi abordada pelos painelistas. “Estando todos cientes de que não há dúvidas de que os biossimilares são tão eficazes e seguros quanto os medicamentos de referência, com um preço menor, não há razão para ter preconceito em relação a eles”, disse o reumatologista Sergio Candido Kowalski, membro facultativo do Departamento de Métodos, Evidências e Impacto de Pesquisa de Saúde da MacMaster University, no Canadá, diretor da unidade de pesquisa da Liga Panamericana de Associações de Reumatologia (Panlar) e professor da Universidade Federal do Paraná. Kowalski foi acompanhado por Valderílio Feijó Azevedo, que concluiu: “Por essas razões, não há dúvidas de que o SUS deve incorporar cada vez mais os biossimilares”.

Maely Peçanha Fávero Retto, farmacêutica do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Hospital Municipal Miguel Couto (RJ), chamou a atenção para a importância do acompanhamento dos tratamentos e da divulgação adequada das informações, essenciais para a farmacovigilância, ou seja, a identificação e avaliação dos efeitos adversos e problemas ligados ao uso de medicamentos. “Precisamos orientar o paciente para que  informe aos profissionais que o acompanham se houve troca e quando o medicamento foi trocado, para que, em caso de reação adversa, possa ser possível a rastreabilidade do produto”, disse.

“Temos que avaliar como o paciente está indo antes de fazer a troca, pois, muitas vezes, o medicamento de referência não está tão eficaz e pode-se achar, injustamente, que é o biossimilar”, alertou Valderílio Feijó Azevedo, sobre a necessidade do acompanhamento constante do médico prescritor. “A conscientização é fundamental  para garantir a farmacovigilância, que ainda necessita ser aprimorada no Brasil. Precisamos acompanhar as reações no longo prazo”, disse o dermatologista Paulo Antônio Oldani Felix, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Mato Grosso e do Rio de Janeiro e assessor da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia para assuntos governamentais. Para o hematologista Rony Schaffel, que é pós-doutor pelo Serviço de Linfomas do Hospital Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova York e professor do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordena o Programa de Iniciação Científica, a farmacovigilância é uma questão global: “Devemos caminhar com a farmacovigilância para todas as medicações, não podemos tratar o biossimilar e o biológico de referência de modos diferentes neste sentido”.

A necessidade de investimento em inovação e na produção de princípios ativos para medicamentos no Brasil foi levantada por Schaffel. “O Brasil nunca ofereceu nenhum tipo de proteção em termos de indústria farmacêutica, sobre medicamentos em geral. O que está acontecendo agora com o número de testes e respiradores, que não existem no País para o combate ao coronavírus, deixou patente que existem áreas que são de segurança nacional, e eu acho que a saúde é uma delas. A PDP é uma forma básica de se fortalecer esta área de segurança nacional”, avaliou.  As parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs) têm o objetivo de ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde, considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de fomentar o desenvolvimento nacional do complexo industrial da saúde por meio da transferência de tecnologia e conhecimento para instituições públicas e empresas privadas brasileiras. Dessa forma, contribui para a alavancagem tecnológica do País, ao mesmo tempo em que visa reduzir os custos de aquisição dos medicamentos importados ou de alto custo.

 

 

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