Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Instituto Butantan retoma produção da Coronavac após chegada do IFA

Interrompida em 14 de maio pela falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produção da vacina recomeçou na madrugada desta quinta-feira, 27

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 12h23

O Instituto Butantan retomou, na madrugada desta quinta-feira, 27, a produção da Coronavac, vacina contra a covid-19, após receber 3 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) na noite da última terça-feira, 25. O processo estava paralisado desde 14 de maio por falta da matéria-prima. Agora, mais 5 milhões de doses devem ser entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O prazo para a entrega é de 15 a 20 dias, segundo informou o Butantan. Isso porque a matéria-prima, enviada pela farmacêutica chinesa Sinovac, ainda precisa passar pelos processos de envase, rotulagem, embalagem e por um rígido controle de qualidade. 

Devido ao atraso da produção, o repasse de  5 milhões de doses ao Ministério da Saúde corresponde a menos da metade do que as 12 milhões previstas inicialmente para o mês de maio. A expectativa do Butantan, no entanto, é de que seja possível recuperar o cronograma de maio e cumprir o de junho, cuja previsão é de 6 milhões de doses, desde que o IFA chegue mais rapidamente. 

Essas remessas fazem parte do segundo contrato do Instituto Butantan com o Ministério da Saúde, que prevê a entrega de 54 milhões de doses ao PNI até setembro. Em 12 de maio, o Butantan já havia cumprido a entrega de todas as 46 milhões de doses da Coronavac, acordadas no primeiro contrato com o governo federal, mas também houve atraso no cronograma, cuja previsão era final de abril. 

No total, serão 100 milhões de doses repassadas ao PNI. De acordo com o Butantan, até o final de setembro uma nova fábrica que está em construção no instituto deve ser finalizada. Com isso, espera-se que, a partir de dezembro, seja possível produzir a Coronovac sem necessidade de importação da matéria-prima.

 

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