Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Instituto do Câncer de SP apresenta equipamento que destrói tumores

Aparelho de R$ 1,5 milhão será utilizado por pacientes do SUS

Carolina Spillari, da Central de Notícias,

14 Abril 2011 | 17h38

São Paulo, 14 - Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão a sua disposição um equipamento superpotente para destruir tumores cancerígenos a partir desta quinta-feira, 14. Os novos serviços do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) vão ser disponibilizados em uma área de 2 mil metros quadrados, equivalente a um andar inteiro do Instituto do Câncer. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, o local é o maior laboratório para pesquisa de câncer da América Latina.

A área integrará especialidades como epidemiologia, genética molecular, biologia celular, biologia molecular, virologia e engenharia genética, processamento de amostras (Biobanco de Tumores), laboratório de Expressão Gênica e Sequenciamento e patologia molecular.

Esse novo super equipamento de combate ao câncer se chama "High Intense Focus Ultrassound" (Hifu) que traz uma tecnologia inovadora resultante da fusão do ultra-som de alta intensidade com a ressonância magnética.

 

No Hifu são concentrados até 1.000 feixes de energia ultrassônica com extrema precisão em um tumor no interior do corpo. Cada feixe passa através do corpo sem causar lesão. Quando os raios atinge o ponto selecionado, elevam a temperatura nesse local. A ressonância magnética serve para localizar e direcionar essa energia precisamente no tumor, confirmando na hora a eficácia da terapia.

Com o Hifu, o tratamento de tumores poderá ser feito sem a necessidade de cortes e cirurgia ou internação. O método dura aproximadamente duas horas e permite o paciente ficar consciente, acordado, podendo voltar para casa no mesmo dia.

O novo procedimento, pioneiro na América do Sul, será utilizado, inicialmente, para tratar miomas e metástases ósseas. Em uma segunda fase, a ideia é ampliar seu uso para outras áreas da oncologia. O investimento para aquisição do equipamento foi de R$ 1,5 milhão. Com a nova unidade, a ideia é que o Icesp se torne o ponto central de uma grande rede para reunir todos os pesquisadores em câncer.

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