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Interior de SP já tem mais mortes do que a capital; Estado chega a 13.759 óbitos

Pelo segundo dia seguido, novos casos de covid-19 supera marca de 9.000 registros: total vai para 248.587

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2020 | 13h06

SÃO PAULO - Pelo segundo dia consecutivo, o Estado de São Paulo registrou mais de 9 mil novos casos de infecção pelo novo coronavírus, chegando a 248.587 pessoas com covid-19. O total de novos casos é de 9.765. Nesta quinta-feira, 25, o Estado obteve o segundo pior recorde do número de mortes confirmadas em 24 horas: 407. A quantidade de mortes passou de 13.352 para 13.759 nesta quinta.

Outro dado é que pela primeira vez o acumulado de mortes no interior do Estado (6.677) ficou maior do que o da capital (6.675), ou seja, mais pessoas já morreram no interior do Estado do que na capital. O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, afirmou que os números estão dentro das projeções do governo feita para este mês. Os dados foram apresentados em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. 

O número de novos casos seria o recorde de registros em 24 horas desde o início da pandemia. Não é a data com mais registros porque, no dia 19, após três dias com falhas nos sistemas da rede estadual de saúde, o dado veio com 19.030 registros - embora fosse um número com acumulação de três dias. Exceto esta data, esta quinta-feira é o dia com mais registros. 

O secretário executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, destacou que a taxa de incidência da doença por milhão de habitantes na capital (9.244) ainda é muito maior do que no interior, que tem 3.728 pacientes com a doença para cada milhão de pessoas. “A diferença é muito grande nesta taxa de casos, quando comparamos o interior com a capital. Isto nos leva a acreditar e projetar o aumento significativo que nós teremos no interior do Estado”, disse ele, que integrou a equipe do Ministério da Saúde durante a gestão de Luiz Henrique Mandetta, no início da pandemia. 

Ele disse que, na capital, os indicadores são de estabilidade de novos casos. Citando relatório obtido de uma rede privada de saúde da capital desde a 2ª quinzena de março, ele afirmou que "o número de pacientes internados nessa rede de hospitais privados foi o menor neste período". "Nas últimas semanas na capital, tem havido um decréscimo sustentado na solicitação de leitos para internação, tanto em leitos de enfermaria quanto de tratamento intensivo para covid", complementou. A gestão Bruno Covas (PSDB) tem exp

O infectologista Paulo Menezes, membro do centro de contingência, relacionou a situação do interior com o distanciamento social menor. "Já vínhamos observando ao longo dos meses que o interior tinha uma taxa de isolamento menor do que o da capital. O vírus, essencialmente, se transmite de uma pessoa para outra. Então, se as pessoas se encontram mais, há uma maior transmissão", afirmou. "Naquele momento, o interior ainda tinha um número de casos relativamente pequeno e a população talvez não tenha tido a clareza do risco e da importância do isolamento social. Uma coisa que a gente espera é que melhore os níveis de isolamento social no interior."

Menezes afirmou que há risco de uma segunda onda da doença na capital e na Grande São Paulo. "O risco de uma segunda onda pode ocorrer porque pessoas vêm de outra região, onde ele (o vírus) está circulando. Agora, nesse momento, é uma preocupação nossa fazer a curva decrescer em todo o Estado."

"Temos aqui alertado o interior do Estado, apoiado e aumentando a capacidade hospitalar em todo o território. São mais de 2.266 respiradores distribuídos neste momento e também com EPIs anunciados hoje", disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, buscou reforçar o pedido à população para manter a quarentena, respeitando o distanciamento social e usando as máscadas. "Depende muito de cada um de nós, e que nós façamos a nossa parte."

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