FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Interior de SP tem mais duas mortes por suspeita de dengue

Casos foram registrados em Catanduva e Guararapes e são tratados como suspeitos até que fique pronto laudo dos exames 

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 17h46

SOROCABA - Um homem de 59 anos que estava internado com diagnóstico de dengue morreu, na tarde de quinta-feira, 5, em Catanduva, na região norte do Estado. No mesmo dia, um aposentado de 66 anos morreu, em Guararapes, depois de 13 dias internado em um hospital de Araçatuba por ter contraído dengue. Os casos são tratados como suspeitos até que fique pronto o laudo dos exames de laboratório, o que tem demorado em razão da grande demanda.

Em Guararapes, onde a epidemia é mais grave, essa foi a quarta morte suspeita, entre os mais de mil pacientes que já apresentaram sintomas da doença. Catanduva, com 2,7 mil pessoas com sintomas, tem três óbitos sob investigação. Na mesma região, foi registrada uma morte em Rubiácea e outra em Lins - neste caso, o paciente teve dengue hemorrágica. Outro óbito ocorreu em Marília, no centro oeste do Estado.


A morte de duas pessoas - pai e filha - ocorridas em Limeira e atribuídas à dengue, podem ter sido causadas por febre maculosa, segundo a Secretaria de Saúde do município. Os pacientes, de 62 anos e 33 anos respectivamente, tinham sido internados com sintomas da dengue, mas os exames revelaram que eles tiveram febre maculosa - doença transmitida pelo carrapato-estrela, que se hospeda em capivaras. A Secretaria pediu à Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) uma varredura contra o carrapato na região em que as vítimas moravam. A pasta municipal ainda aguarda resultados de exames que podem apontar outras doenças.

Emergência. A prefeitura de Marília decretou estado de emergência nesta sexta-feira, 6, em razão do aumento no número de casos. Já são mais de 1,4 mil pessoas com a doença e surgem 50 casos novos por dia. 

Em Sorocaba, que também está em emergência, a prefeitura abriu a contratação, em caráter emergencial, de 34 profissionais de saúde, entre eles 18 médicos, para atender pacientes com dengue. Uma patrulha com quatro caminhões basculantes e 20 funcionários foi destacada para retirar materiais que acumulam água nas áreas de maior infestação do mosquito. Desde janeiro, 606 proprietários foram intimados para limpar terrenos sujos.

No interior, são pelo menos oito cidades em estado de emergência por causa da dengue. Duas - Ubirajara e Pindamonhangaba - decretaram estado de calamidade. Na cidade do Vale do Paraíba, são 1,2 mil casos confirmados e trezentas pessoas com sintomas procuram atendimento todo dia. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os números da dengue no Estado só serão conhecidos quando as prefeituras fizerem as notificações dos casos. Após a confirmação da doença, os municípios têm 90 dias - prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde - para informar a Secretaria. A regra vale também para os casos de mortes. 

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