Alex Plavevski/EPA/EFE
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Internação por coronavírus é mais prolongada que a de gripe, diz ministro

O ministro Luiz Henrique Mandetta disse que a pasta está autorizando habilitações de novos leitos de CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) pelo País

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 20h16

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta sexta-feira, 6, que a pasta tem observado que as internações pelo novo coronavírus são mais prolongadas, o que provoca alta na ocupação de leitos hospitalares. "O conjunto de casos acaba atacando o sistema de saúde hospitalar. Não tanto o indivíduo, mas a coletividade". Apesar de não ter a letalidade alta, disse, o quadro clínico da doença é mais arrastado do que de uma gripe normal.

"Quando internam os casos em hospitais, os pacientes costumam permanecer um período de internação prolongado, não rodam os leitos. É diferente de uma gripe que estamos acostumados", afirmou. O Ministério informou nesta sexta que o Brasil tem 13 casos confirmados para o novo coronavírus.

Mandetta também disse hoje que a pasta está autorizando habilitações de novos leitos de CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) pelo País. "Nós vamos aumentar em alguns hospitais que têm a condição de aumentar os leitos de CTI. O Ministério da Saúde já autorizou que assim o façam, as habilitações de leitos novos vão seguir um rito bem simplificado, para que possam estar à disposição", disse.

Cuidados. Mandetta disse também que a pasta mantém a recomendação para que pessoas que tenham quadro gripal procurem ficar em casa. "Estamos trabalhando com outros órgãos para ver a questão de absenteísmo, de falta ao trabalho", disse. "Mantemos a recomendação para pessoas que têm quadro gripal se imponham disciplina. É melhor perder um dia de trabalho", também afirmou o ministro, lembrando que o ministério também tem indicado a essas pessoas que, quando possam, trabalhem de casa.

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