Internação por queimadura é grave em metade das ocorrências em SP

Em 2009, 2.732 pessoas foram internadas com queimaduras em hospitais públicos do Estado

estadão.com.br

02 Julho 2010 | 17h30

SÃO PAULO - Quase metade dos 2.732 pacientes com queimaduras que passaram em 2009 por uma unidade de saúde pública no Estado de São Paulo apresentava estado grave ou de urgência, segundo levantamento da Secretaria da Saúde.

 

Ao todo, 218 pessoas foram atendidas emergencialmente, com quadro de média ou grande queimadura, e 1.013 passaram por tratamento para grandes queimaduras.

 

Só na Grande São Paulo, as unidades atenderam 963 pacientes queimados, dos quais 327 foram considerados graves. Além da capital, as regiões de Piracicaba (128), São José do Rio Preto (229) e Vale do Paraíba (214) concentram os tratamentos mais graves por terem unidades de referência na área.

 

São considerados casos de grandes queimaduras aqueles que ocupam mais de 40% do corpo ou atingem locais vitais, como rosto, cabeça e tronco. Em geral, essas ocorrências demandam internação e cuidados intensivos.

 

O número total de casos em 2009 é menor que o de 2008, quando o Estado atendeu 201 pessoas a mais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Naquele ano, houve 293 casos de tratamento por grande ou média queimadura e 1.058 por grande queimadura.

 

Os principais agentes causadores de acidentes são líquidos inflamáveis, como álcool, gasolina e querosene, e os escaldamentos com líquidos ferventes, como óleo e água. Nesta época do ano, no entanto, os fogos de artifício também assumem o papel de "vilões" das queimaduras.

 

"O álcool é o grande vilão, mas, sazonalmente, em festas juninas e Copa do Mundo, o fogo de artifício vira um agente potencial. Pelas características, ele pode tanto queimar, pois gera fogo, como mutilar com as explosões que causa", afirma o médico José Antônio Cezaretti, supervisor de cirurgia plástica e queimados do Hospital Estadual de Vila Penteado, uma das referências da área na capital.

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