Into faz semana de imersão em cirurgia infantil

O Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into) do Ministério da Saúde realiza de hoje a sexta-feira, no Rio de Janeiro, a Semana de Imersão em Cirurgia Infantil. Crianças e adolescentes com problemas ortopédicos, como pé torto congênito e polidactilia (dedos a mais), e deformidades resultantes de doenças, como paralisia cerebral, serão beneficiados pela iniciativa. O objetivo é diminuir a lista de espera, além de alertar para a necessidade de diagnóstico precoce das patologias. Atualmente, cerca de 300 pessoas aguardam por uma cirurgia no setor de cirurgia infantil da instituição. O Into está localizado à rua Washington Luiz, 61, Centro, Rio de Janeiro. A iniciativa mobilizará quase 50 profissionais entre cirurgiões ortopédicos, anestesistas, residentes, enfermeiros, técnicos de enfermagem, instrumentadores e toda a equipe de apoio do Into. Ao todo, foram selecionados 60 pacientes entre seis meses e 16 anos de idade. Em condições normais, são realizadas cerca de 12 cirurgias por semana e 50 por mês no instituto. Os critérios de seleção do grupo são o de maior tempo de espera e gravidade do caso. De acordo com o médico do setor de Cirurgia Infantil do instituto e coordenador da iniciativa, Celso Rizzi, a principal técnica utilizada será a de Cicinatti, desenvolvida pelo médico norte-americano Alvin Crawford e que foi realizada com pioneirismo no estado do Rio de Janeiro pelo Into no fim da década de 80. "A técnica permite um maior acesso cirúrgico e ampla visualização dos segmentos operados, liberando as articulações e tendões e garantindo, dessa forma, resultados melhores em comparação a outros procedimentos cirúrgicos utilizados no tratamento precoce ou tardio de pés tortos congênitos", declarou Rizzi. O diretor do Into, Sérgio Côrtes, alerta que a época mais indicada para a avaliação dos pacientes é logo após o nascimento. Em alguns casos, o diagnóstico precoce pode evitar a indicação de cirurgias. "A idade ideal para a operação de pés tortos congênitos, por exemplo, é até os oito meses de vida. Antes desse prazo a criança ainda pode se submeter a um tratamento mais conservador, com uso de gesso. No entanto, após esse tempo, o problema se agrava e a única solução passa a ser a cirúrgica", ressalta. O pé torto congênito evolui para a versão inveterada quando tratado tardiamente, após os três anos de idade, e a criança já apresenta rigidez e uma deformidade óssea irreversível, comprometendo a mobilidade e o crescimento do membro. Nesse caso, a cirurgia consegue modelar o osso, transformando o pé torto em plantígrado (o paciente consegue alinhar a planta do pé inteira no chão, facilitando a marcha). Dados do setor apontam que entre 10 e 20% dos pacientes encaminhados já estão em idade escolar. As cirurgias infantis levam, em média, entre uma e duas horas de duração, o que pode variar de acordo com a complexidade do caso. Os pacientes recebem alta em 48 horas. Já o tempo de recuperação total é de, aproximadamente, cinco meses, incluindo a colocação de gesso. As informações são da Agência Brasil.

Agencia Estado,

03 de abril de 2006 | 11h58

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