Investigação nos EUA critica empresas que fazem testes de DNA

Empresas produziram perfis contraditórios de um mesmo paciente, denuncia investigador

Associated Press

22 Julho 2010 | 17h12

Um investigador do governo americano disse a membros do Congresso que testes personalizados de DNA que alegam prever certas doenças hereditárias são enganosos e oferecem muito pouca, ou nenhuma, informação útil.

 

Uma investigação secreta pelo Escritório de Responsabilidade do Governo (GAO, na sigla em inglês) determinou que quatro companhias de teste genético produziram perfis contraditórios a partir de amostras de DNA de uma mesma pessoa. Os investigadores também descobriram que os resultados dos testes frequentemente contradizem o histórico médico dos pacientes.

 

"Os consumidores precisam saber que, hoje, o teste genético para certas doenças parece ser mais uma arte que uma doença", disse o investigador Gregory Kutz a um subcomitê da Câmara.

 

O GAO apresentou suas conclusões numa audiência parlamentar que avalia a indústria da genética personalizada, que até há pouco tempo operava sem regulamentação federal.

 

Companhias de teste genético vendem kits baseados em saliva projetados para detectar se as pessoas têm predisposição a desenvolver certas doenças hereditárias, como câncer de mama e Alzheimer. Esses testes são vendidos pela internet há anos, mas começaram a atrair atenção das autoridades em maio, quando a empresa Pathway Genomics anunciou um plano para distribuir seu produto em farmácias.

 

A proposta foi vetada pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA), que determinou que os testes devem ser submetidos a escrutínio federal.

 

O principal executivo da Pathway depôs ao lado de seus correspondentes na Navigenics e da 23andMe, dizendo que as empresas usam a tecnologia mais avançada para dará os consumidores uma ideia de sua formação genética.

 

Mas o relatório do GAO indica que as empresas ainda têm um longo caminho pela frente.

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