Investimentos na área de saúde estão congelados há 12 anos

Análise de dados reunidos pelo Conselho Federal de Medicina mostra que a capacidade em investimento na área não se altera há uma década

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

27 Março 2014 | 03h00

BRASÍLIA - Os investimentos na área de saúde estão congelados desde 2002. A análise de dados reunidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que, embora o teto para as despesas possa variar de um ano para o outro, a capacidade em investimento na área não se altera há uma década.

Em 2002, o orçamento havia reservado R$ 5,4 bilhões para investimentos na área. Do montante, foram efetivamente usados apenas R$ 4,2 bilhões. Dez anos depois, o autorizado para o setor foi significativamente maior: R$ 12,9 bilhões. No entanto, o desembolsado foi muito menor: R$ 3,7 bilhões. A tendência se confirmou no ano passado: foram autorizados R$ 9,4 bilhões, mas foram pagos apenas R$ 3,9 bilhões.

"Os números mostram um problema sério. Existe uma grande distância entre o que o governo promete e o que pratica", declarou o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vidal.

Hospitais. Relatório aprovado nesta quarta-feira, 26, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a saúde no País mostra que 64% dos hospitais analisados apresentavam uma taxa de ocupação da emergência que ultrapassava os 100% - em outras palavras, eles estavam superlotados.

O trabalho mostra também que 81% das unidades hospitalares analisadas apresentavam déficit no quadro de profissionais. O TCU mostra que a deficiência, por sua vez, é apontada como o principal motivo para o bloqueio de leitos.

A falta de equipamentos mínimos também foi considerada no relatório uma das causas importantes para a redução das vagas nos hospitais.

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