Irmãs siamesas têm dois corações, mas só um fígado

A equipe médica que atende as irmãs siamesas Aline e Analu, em São José do Rio Preto, deu ontem uma boa notícia aos pais. Elas têm dois corações, o que aumenta as chances de sobrevivência das duas. As meninas nasceram unidas pelo tórax e abdome, no domingo, em Penápolis, interior de São Paulo, e estão internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de São José do Rio Preto. São 15 médicos na equipe que faz exames para saber as chances de se realizar uma cirurgia para separá-las. Ontem, as meninas foram submetidas a uma tomografia, para saber se, além do fígado, têm em comum algum outro órgão. O resultado, previsto para hoje, mostrará se o intestino também é compartilhado. Outro exame esperado é o de ressonância magnética nuclear, mas não deverá ser feito até que o estado delas melhore. Uma das meninas, que apresentou baixo índice de oxigenação por ter um coração menor, respira por aparelhos. A mãe, Zilda Galdino Borges, de 41 anos, se recupera da cesariana em casa, na cidadezinha de Braúna, na região de Araçatuba. Por falta de equipamentos hospitalares em Braúna, Zilda só soube que estava grávida de siamesas na 16ª semana de gravidez. O parto foi prematuro, na 35ª semana de gestação.

Agencia Estado,

05 de abril de 2006 | 09h54

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