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Isolamento em regiões metropolitanas atrasa avanço do coronavírus no interior de SP, diz estudo

Estudo é feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2020 | 05h00

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostram que os casos de covid-19 no interior estão três semanas atrás dos números registrados na capital e em regiões metropolitanas, como Campinas, Sorocaba e Baixada Santista – o que indica que essa região não teria atingido o pico de casos. A equipe de cientistas participa do Centro de Contingência do Coronavírus, criado pela gestão João Doria (PSDB). 

A conclusão dos pesquisadores é de que isso ocorre graças ao isolamento feito na capital e serve de indicação de que ainda não é o momento de relaxar a quarentena. As cidades maiores – como Bauru, Araraquara e Ribeirão Preto – têm a responsabilidade de proteger os municípios menores, segundo os pesquisadores. Nessas áreas, há maior dificuldade de acesso a hospitais e equipamentos.

Com a sobrecarga do serviço público e privado de São Paulo e região metropolitana, a gestão Doria já cogita levar pacientes internados para hospitais do interior. O secretário Estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse ainda que há intenção do governo de fazer mais uma parceria com hospitais privados, para evitar o colapso.

Para manter os efeitos da quarentena, o governo recomenda evitar viagens no fim de semana prolongado do feriado de Tiradentes. As 20 concessionárias que operam os 9,8 mil km de rodovias concedidas vão reforçar as mensagens aos motoristas. 

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