Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Isolamento fica em 51% na Grande SP no primeiro dia de ‘feriadão’ da capital

Meta do governo estadual é manter ao menos 55% da população em casa para evitar risco de colapso na saúde

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 12h36

No primeiro dia de feriadão em São Paulo, aprovado pela Prefeitura da capital para conter o avanço do novo coronavírus, o isolamento social na capital ficou em 51% na quarta-feira, 20. O resultado representa um aumento de dois pontos porcentuais em relação aos dias anteriores, antes do início dos feriados antecipados. 

Os dados são do sistema de monitoramento do governo estadual. Em todo o Estado, a média de isolamento social foi de 49% na quarta, um ponto porcentual a mais do que no dia anterior.

À exceção dos fins de semana, quando mais pessoas tem ficado em casa, é o resultado mais alto desde o início do mês. Segundo o monitoramento do governo, a capital chegou a 55% de isolamento no feriado de 1º de maio, uma sexta-feira. Antes disso, a cidade teve 51% da população em 20 de abril, um dia antes do feriado de Tiradentes, e 56% no dia 10 de abril, uma sexta-feira.

A meta do governo é que ao menos 55% da população paulista fique em casa e, segundo os especialistas em saúde que compõem o centro de contingência estadual, o número ideal é 70%. As metas foram estipuladas para diminuir o ritmo de transmissão da covid-19 e evitar um colapso do sistema de saúde. 

"Faço aqui um apelo para que as pessoas ficquem em casa. Mas, até aqui, há razões para aplaudir e agradecer a população de São Paulo", disse o governador João Doria (PSDB). "A boa noticia, também, é que o movimento nas rodovias de São Paulo foram, em me´dia inferiores às medias dos finais de semana."

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, houve uma queda de 26% no número de passageiros dos transportes metropolitanos. A diminuição representa cerca de 700 mil pessoas a menos nas linhas do Metrô, nos trens da CPTM e nos ônibus interurbanos que conectam a Grande São Paulo

"No aspecto da redução de pessoas no transporte, (a medida) foi efetiva, é um resultado excelente", disse mais cedo o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Ele avalia que a tendência é a mesma para o restante do feriadão. "A perspectiva desta quinta-feira é a mesma de quarta, nós tivemos aparentemente uma situação mais tranquila."

O governo estadual também registrou queda no movimento das estradas, especialmente no sistema Anchieta-Imigrantes. As rodovias que conectam a capital à Baixada Santista tiveram queda de 35% no volume de veículos em relação à quarta-feira da semana anterior, segundo o governo. No sistema Anhanguera-Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares e no Rodoanel, também houve redução entre 4% e 6%. "É o primeiro dia de resultados importantes, nós seguimos pedindo a colaboração de toda a população", disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. 

Nas últimas 24 horas, as cidades paulistas registraram 4.080 novos casos de coronavírus e 195 mortes. Os números representam aumento de 6% no número de infectados e de 4% nos óbitos. 

O feriadão, que teve início na capital nesta quarta com a antecipação do Corpus Christi, deve durar até a próxima segunda-feira, 25. A intenção do governo é aprovar hoje na Assembleia Legislativa a mudança do feriado da Revolução Constitucionalista, em 9 de Julho, para a próxima semana. 

Nesta quarta-feira, o trânsito também diminuiu na capital. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade de São Paulo não registrou congestionamentos e teve picos de lentidão de dois quilômetros, abaixo da média dos dias de semana no último mês. 

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