Yara Nardi / Reuters
Yara Nardi / Reuters

Itália decreta quarentena nas regiões de Milão e Veneza e isola 16 milhões de pessoas

A medida representa o esforço mais abrangente fora da China para impedir a disseminação do coronavírus. O bloqueio deve durar até o dia 3 de abril

The New York Times e agências, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2020 | 00h08

O primeiro ministro da Itália Giuseppe Conte anunciou nesse domingo, dia 8, que pelo menos 16 milhões de pessoas estão em quarentena obrigatória na região da Lombardia e também em 14 províncias. O bloqueio, que  atinge cidades como Milão e Veneza,  durará até o dia 3 de abril.

A medida representa o esforço mais abrangente fora da China para impedir a disseminação do coronavírus. "Estamos diante de uma emergência, uma emergência nacional", disse o primeiro ministro ao anunciar o decreto do governo em uma entrevista coletiva após as duas da manhã de domingo. Ele chamou as medidas de "muito rigorosas", mas necessárias para conter o contágio e aliviar o fardo do sistema de saúde da Itália.

O ministro também disse que as pessoas que viajam para fora ou ao redor das áreas fechadas teriam a "obrigação" de explicar o porquê às autoridades. "Este é o momento de auto-responsabilidade", disse ele.

A dramática escalada nos esforços do país para conter o novo coronavírus fechará academias, piscinas, museus e estações de esqui. A Itália é o país mais atingido da Europa e registrou um forte aumento de infecções por vírus no sábado. As novas medidas também se aplicam ao centro financeiro de Milão e aos pontos turísticos de Veneza.

O número de mortos na Itália passou de 230, com autoridades relatando mais de 50 mortes em 24 horas. O número de casos confirmados aumentou em mais de 1.200 para 5.883 no sábado.

 

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