Itália rejeita retirada da alimentação a pacientes terminais

Com 164 votos, o Senado do país se opôs à emenda que propunha a legalização da eutanásia

Efe,

25 Março 2009 | 17h37

O Senado italiano rejeitou nesta quarta-feira, 25, uma emenda que exigia que fosse retirada do projeto de lei sobre o testamento vital a proibição de suspender a alimentação e hidratação aos pacientes "em condições extremas de vida".

 

Com 164 votos, 105 a favor e 9 abstenções, a Câmara Alta se opôs à emenda apresentada pelo opositor Partido Democrata (PD), que contemplava a possibilidade de suspender a alimentação e a hidratação aos pacientes que tivessem expressado sua vontade a este respeito.

 

O projeto de lei apresentado pelo Governo estabelece que "a alimentação e a hidratação, nas diversas formas nas quais a ciência pode oferecê-las a um paciente, são formas de apoio vital e com o objetivo fisiológico de aliviar o sofrimento até o final da vida".

 

Também prevê que os pacientes não podem renunciar a estes protocolos médicos mediante a expressão de sua vontade de forma antecipada.

 

O ministro da Saúde italiano, Maurizio Sacconi, expressou sua "satisfação" após a votação de hoje e acrescentou que, com esta medida, "não poderá se repetir nunca mais um caso" como o da italiana Eluana Englaro.

 

Eluana encontrava-se em estado vegetativo e morreu em fevereiro, depois de ter a alimentação e a hidratação suspensas, seguindo uma sentença do Tribunal Supremo.

 

O Senado italiano continuará os debates nos próximos dias das emendas apresentadas pela oposição ao projeto de lei sobre o testamento vital, que iniciou o trâmite parlamentar há mais de um ano.

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