EFE/EPA/ANDREA FASANI
EFE/EPA/ANDREA FASANI

Itália tem segunda morte por coronavírus

Na cidade de Codogno, onde foi identificado o primeiro paciente em estado crítico, a avenida principal está vazia

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2020 | 09h17
Atualizado 23 de fevereiro de 2020 | 12h39

Roma - Autoridades de 12 cidades no norte da Itália começaram a tomar medidas restritivas neste sábado, 22, após o país contabilizar a segunda morte por coronavírus em meio ao crescente número de infectados que não tinham vínculos direto com a origem do vírus. Ao todo, 25 pessoas estão infectadas.

Os contágios secundários levaram as autoridades locais nas cidades da Lombardia e Veneto a pedirem que escolas, empresas e restaurantes fiquem fechados e que eventos esportivos e missas fossem cancelados. O prefeito de Milão, a capital comercial da Itália, manteve os escritórios públicos fechados.

Centenas de pessoas que entraram em contato com mais de 25 pessoas que estiveram em contato com pessoas infectadas estão isoladas, aguardando resultados dos testes, enquanto equipes montam um acampamento em frente a um hospital fechado em Veneto para rastrear a população.

Na cidade de Codogno, onde foi identificado o primeiro paciente em estado crítico, a avenida principal está vazia, com supermercados, restaurantes e empresas fechadas. As poucas pessoas nas ruas estavam usando máscaras, que já estão em falta nas farmácias.

"Até o momento, sete casos foram relatados na região de Veneto, incluindo o de um homem de 78 anos que morreu ontem", disse o prefeito da cidade, Luca Zaia. Alguns dos infectados estavam relacionados ao homem que morreu.

Zaia disse que o contágio mostrou que o vírus é transmitido como qualquer outra gripe, e que tentar identificar uma única fonte de infecção ou links diretos com a China não é mais eficaz.

As autoridades estão pedindo calma, mas reconhecem que o número é alarmante, dado os contágios secundários. O primeiro homem a ser confirmado como infectado em Lombardia se encontrou com alguém que retornara da China em 21 de janeiro, mas permanece sem sintomas. O homem infectado trabalhava em uma fábrica da Unilever perto de Codogno, e mais de 100 de seus colegas estão sendo mantidos isolados enquanto aguardavam os resultados dos testes.

Oriente Médio

O Irã foi o primeiro país do Oriente Medio que registrou mortos pelo coronavírus. Neste domingo, 23, forma confirmados oito mortos no país. O número ofical de contagiados é de 28 pessoas. 

Em vista disso, a Turquia anunciou o fechamento "temporário" de sua fronteira terrestre com o Irã, bem como a suspensão de voos entre os países. A decisão foi adotada também pelo Paquistão e Afeganistão.

O porta-voz iraniano Kianush Yahanpur afirmou que a maioria dos casos detectados nos últimos dias são residentes da Qom ou cidadãos que viajaram recentemente para lá. Ele recomendou, portanto, que as pessoas não viajassem para as cidades afetadas. É importante dizer que Qom é a sede do santuário de Fatemeh Masumeh, irmã do oitavo imã xiita Reza, e grandes seminários xiitas, gerando, assim, um grande número de visitantes. 

Yahanpur também observou que até agora há 785 casos suspeitos entre as milhares de pessoas que vieram aos centros de saúde por medo de serem infectadas. O gotejamento do contágio tem sido constante desde que o Ministério da Saúde da última quarta-feira, 19, anunciou que duas pessoas haviam morrido do coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou ontem preocupação com o progresso do COVID-19 no Irã e indicou que está investigando "a extensão da epidemia, seus meios de transmissão e o potencial para novos casos nos próximos dias"

Para tratar o vírus, as autoridades iranianas criaram uma sede de combate e prevenção COVID-19 e montaram 170 hospitais. Embora algumas universidades e escolas tenham cancelado certos programas e campos, há críticas crescentes e demandas para que escolas e lugares religiosos sejam fechados, pelo menos em Qom./AE, EFE,  AFP

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