Hector RETAMAL / AFP
Hector RETAMAL / AFP

Itamaraty procura família de brasileiros que pode estar com coronavírus nas Filipinas

Embaixada do Brasil nas Filipinas está atrás da família; imprensa local afirma que brasileiros apresentaram sintomas semelhantes aos da doença. Eles estiveram em Wuhan, local onde teve início a transmissão

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 13h52
Atualizado 27 de janeiro de 2020 | 07h21

BRASÍLIA - A Embaixada do Brasil nas Filipinas, localizada em Manila, tenta contato com uma família de brasileiros suspeitos de infecção pelo coronavírus. O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste domingo, 26, notícias veiculadas na imprensa local sobre uma família com sintomas respiratórios semelhantes aos da doença.

A família esteve recentemente Wuhan, na China, epicentro do surto de coronavírus. Segundo informações do Itamaraty, um casal e o filho de 10 anos foram isolados em hospital de Palawan, a cerca de 800 quilômetros da capital, Manila. A família teve material coletado para análise.

A embaixada brasileira ainda não conseguiu contato com os pacientes e não tem informações sobre o estado de saúde deles. A imprensa local noticiou que a família procurou atendimento médico na sexta-feira, 24. A criança apresenta febre e problemas para respirar, e o pai têm sintomas de garganta inflamada.

Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados dos exames. A orientação inicial será aguardar o diagnóstico definitivo e seguir os procedimentos da área de saúde filipina.

Até o momento, o Brasil não registrou casos de coronavírus. Todas as suspeitas levantadas no País foram descartadas pelo Ministério da Saúde, por não se enquadrarem nos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pasta, porém, colocou o País em alerta para o risco de transmissão. De acordo com o governo, o Brasil entrou no nível de alerta é 1, que é inicial, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

Na China, onde a nova forma do vírus se desenvolveu, já foram confirmadas 56 mortes pela doença e quase 2 mil casos de infecção. Estados Unidos, Tailândia, Austrália, Canadá e França também já registraram casos da doença.

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