Divulgação/Governo do Estado de SP
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Números da covid-19 melhoram em SP, e secretário vê 'luz no fim do túnel'

Estado de SP tem menor ocupação de leitos de UTI; capital registra queda de mortes há 10 semanas

João Ker e Paloma Cotes, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2020 | 14h03

O governo do Estado de São Paulo apresentou novos dados sobre a covid-19 que mostram uma melhora da situação da pandemia. A taxa de ocupação dos leitos de UTI chegou à média geral de 57,8%, nesta sexta-feira, 14, enquanto todas as regiões estão abaixo dos 80%, os menores índices desde o início da pandemia. A taxa de letalidade também é de 3,9%, a mais baixa até aqui. "Já estamos no período de inflexão e saímos do platô”, afirmou o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn

O platô ocorre quando, geralmente após um pico, os números de infectados se estabiliza e permanece sem grandes variações por um período de tempo. De acordo com Gorinchteyn, ainda é preciso acompanhar a evolução dos dados, mas os números registrados até aqui indicam uma mudança positiva para o Estado. "Ainda estamos observando e é cedo para nos anteciparmos, mas é uma grande possibilidade e a luz no fim do túnel que estamos enxergando nas próximas semanas."

O prefeito Bruno Covas (PSDB) participou da entrevista coletiva e destacou que a capital paulista já registra dez semanas de queda nos óbitos e menos da metade dos leitos de UTI ocupados por três dias consecutivos. A melhora significa uma evolução de 48 pedidos diários de internação vistos em maio para 29, neste mês.

“São Paulo conseguiu achatar a curva de mortes, entramos no platô e agora estamos na tendência de queda”, afirmou Covas, acrescentando: “Apesar do momento de flexibilização, permanecemos em quarentena. Quem puder, permaneça em casa. E, se for sair, utilize a máscara.”

Em números brutos, o pico de mortes relacionadas à covid-19 na capital veio em 2 de junho, quando foram registrados 129 vítimas fatais da doença. Entretanto, a alta da média móvel, que considera os dados dos últimos sete dias, foi observada na semana de 22 de maio, a partir de quando começou a apresentar queda no gráfico.     

Desde o dia 17 de junho, a capital paulista não ultrapassou a marca de 100 óbitos diários pela covid-19, como observado no gráfico abaixo. Ainda em números absolutos, São Paulo manteve o nível de mortes em 24 horas abaixo de 60, ao longo de todo o último mês. 

O vice-governador Rodrigo Garcia destacou a situação de melhora na capital paulista. "Fica claro, pelos números de hoje, que o Estado de São Paulo está há algumas semanas no platô e a cidade de São Paulo está no declínio deste platô. Foi por isso a decisão de fazer uma quarentena heterogênea, para tratar a evolução da pandemia diferentemente nas mais variadas regiões do Estado, que é um estado populoso e grande territorialmente", afirmou.

Garcia  também anunciou que não houve nenhuma regressão no Plano São Paulo nesta semana e que 84% de toda a população do Estado já está em regiões da fase amarela do programa. É a primeira vez que isso acontece em três meses, de acordo com o governo. Apenas duas regiões, Franca e Registro, permanecem na fase vermelha da quarentena, a mais restritiva. "Tivemos queda nas internações pela quarta semana e esse número é puxado pela capital e depois foi pra Grande São Paulo e também interior", disse Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

Por videoconferência, o governador João Doria, que na última quarta testou positivo para a covid-19, reforçou a importância do isolamento social e recomendações sanitárias para a manutenção desse índice.

De acordo com o balanço de casos e óbitos divulgado, o Estado registrou 11.667 casos e 289 óbitos pela doença nas últimas 24 horas. No total, São Paulo já teve 26.613 mortes pela doença e 686.122 casos. Ainda segundo o balanço, 461.041 pessoas estão recuperadas, sendo que 80.279 foram internadas e tiveram alta hospitalar. Há pelo menos uma pessoa infectada pelo novo coronavírus em 643 dos 645 municípios do Estado. 503 cidades registram um ou mais óbitos.

Testes

Jean Gorinchteyn reforçou a importância do grande contingente de testes realizados no Estado, que ultrapassou a marca dos 3 milhões nesta semana, e classificou essa ampliação de oferta como um dos principais fatores referente ao aumento de casos diários. De acordo com ele, São Paulo evoluiu da média de 1,3 mil testagens diárias, em maio, para 40 mil ao longo do último mês.

“As políticas de testagens estão sendo implementadas e otimizadas no Estado”, pontuou, acrescentando que pelo menos uma em cada 15 pessoas já foi testada para o coronavírus em São Paulo.

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