Jiboia não precisa de macho para se reproduzir, diz estudo

O principal autor disse suspeitar que a partenogênese em serpentes seja mais habitual do que se imaginava

EFE, EFE

03 Novembro 2010 | 17h44

As cobras jiboia, da espécie Boa constrictor, podem ter descendentes sem a necessidade de relações sexuais, diz estudo da Universidade da Carolina do Norte publicado na revista Biology Letters.

 

Esta é a primeira vez que se demonstra que essas cobras podem reproduzir-se assexualmente, o que pode levar a uma reavaliação das teorias atuais sobre a reprodução dos répteis, particularmente entre as espécies mais primitivas.

 

Os autores do estudo determinaram ainda que as serpentes nascidas de reprodução assexual tinham atributos em seus cromossomos que foram considerados "surpreendentes".

 

Os cromossomos sexuais das serpentes são diferentes dos mamíferos. As cobras macho têm dois cromossomos Z e as fêmeas, um Z e um W.

 

O estudo constatou que as cobras nascidas sem a participação de machos tinham dois cromossomos W.

 

O principal autor do estudo, Warren Booth, disse suspeitar que a partenogênese em serpentes seja mais habitual do que se imaginava até agora.

 

"Reproduzir-se de duas maneiras poderia ser uma opção evolutiva das serpentes. na ausência de machos adequados, por que desperdiçar ovos, se é possível criar semiclones de si mesma?", disse ele.

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