Bruno Teixeira/Agência Corinthians
Bruno Teixeira/Agência Corinthians

Jogadora brasileira não sai de casa há 11 dias em Wuhan e faz apelo: 'Espero o apoio do Brasil'

Millene conta que a grande dificuldade é sair da cidade, pois aeroportos da região de Wuhan estão fechados; clube permitiu que ela não jogue nesta temporada

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 14h49

SÃO PAULO -  A atacante Millene resolveu no início deste ano deixar o Corinthians para jogar pelo Wuhan Xinjiyuan, da China, mas apesar de ainda não ter estreado pelo novo time, não vê a hora de voltar ao Brasil. A artilheira do último Campeonato Brasileiro Feminino com 19 gols tem vivido a angústia de estar na cidade que é o epicentro do surto de coronavírus e aguarda a ajuda da embaixada para conseguir voltar para casa.

Com passagens pela seleção brasileira, a jogadora de 25 anos contou ao Estado que chegou à cidade no dia 16 e quase não saiu mais de casa. "Estou desde o dia 20 sem sair do apartamento como medida de segurança. Vim preparada, trouxe comida para alguns dias e por enquanto estamos vivendo com isso. Passamos o dia procurando por notícias e buscando nos atualizar da situação", contou.

Millene tem como grande dificuldade do momento tentar deixar a cidade, pois todos os aeroportos do país estão fechados e a orientação é para não sair de casa. "Estamos em contato com a embaixada e eles estão agindo para que tenhamos alguma resposta do governo brasileiro. Espero poder ter esse apoio do Brasil para poder voltar para casa com segurança", afirmou a jogadora.

A diretoria do Wuhan tem demonstrado bastante preocupação com a brasileira. São telefonemas diários para perguntar se há algum problema. O clube até já permitiu a Millene não jogar pela equipe nesta temporada e a liberou para procurar outra equipe para atuar. Mas, por enquanto, o foco do momento é em se manter distante do vírus.

"A maior preocupação é exatamente por ser um vírus que está interferindo na vida de muitas pessoas, não somente a nossa. Então temos que ter a consciência de que não é algo simples de se resolver", disse a jogadora. No ano passado, além de ter sido a artilheira do Brasileiro, ela foi escolhida a craque da competição e foi premiada também como a melhor jogadora do Campeonato Paulista.

 

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