Jovens dos EUA têm mais transtornos mentais, mostra estudo

Ansiedade e depressão são os distúrbios que mais atingem estudantes do ensino médio e universitário no país

Agência Estado,

11 Janeiro 2010 | 12h42

Um novo estudo concluiu que aumentou em cinco vezes o número de estudantes do ensino médio e de faculdades, nos Estados Unidos, que enfrentam transtornos mentais como a ansiedade. A comparação foi feita a partir de jovens da mesma idade da época da Grande Depressão, nos anos 1930.

 

Veja também:

linkEstudo liga pouco sono a depressão em adolescentes 

linkCientistas questionam eficácia de remédios antidepressivos 

 

As conclusões, colhidas em respostas a um popular questionário psicológico usado desde 1938, confirma o que conselheiros em campi por todo o país suspeitavam: há hoje em dia mais estudantes enfrentando estresse, na vida escolar e em outras áreas.

 

"É outra peça do quebra-cabeças - sim, isso parece ser um problema, e já há mais jovens que se referem à ansiedade e à depressão", notou o professor de psicologia da Universidade do Estado de San Diego Jean Twenge, autor principal do estudo. "A próxima questão é: o que fazer quanto a isso?"

 

O estudo, divulgado nesta segunda-feira, 11, não aponta uma correlação definitiva para o aumento dos casos. Twenge e outros profissionais de saúde especulam que uma cultura crescentemente focada no externo - em questões como riqueza, aparência e status - contribuiu para o aumento dos problemas de saúde mental.

 

Pesquisadores de cinco universidades analisaram respostas de 77.576 estudantes de ensino médio e de faculdades, de 1938 a 2007. Os resultados completos serão divulgados em uma futura edição da revista científica Clinical Psychology Review.

 

No total, uma média de cinco vezes mais estudantes, em 2007, ultrapassaram os limites para um ou mais transtornos mentais, em comparação com 1938. Em algumas categorias esse aumento foi ainda maior: houve aumento de seis vezes na categoria "hipomania" - uma medida de ansiedade e otimismo irrealista - e também na categoria "depressão".

 

Twenge disse que os números atuais devem ser ainda maiores, pois há entre os pesquisados jovens que tomam antidepressivos e outros medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas estudados.

 

A pesquisa também registra um aumento no quesito "desvio psicopático", que é um comportamento psicopático em uma forma muito mais leve, definido por problemas com autoridade e um sentimento de que as regras não se aplicam a você. A porcentagem de jovens com altos índices nesta categoria aumentou de 5% em 1938 para 24% em 2007. As informações são da Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
EUA jovens transtornos mentais

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.