REUTERS/Ronen Zvulun / FIle Photo
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Judeus não devem mais beijar o Muro das Lamentações, pede rabino-chefe de Jerusalém

Schmuel Rabinowitz pediu para fiéis abdicarem do ritual em função de “práticas de higiene requeridas” em meio à pandemia do coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 11h23

JERUSALÉM - Os fiéis judeus devem parar de beijar as paredes do Muro das Lamentações, pediu Schmuel Rabinowitz, o rabino-chefe de Jerusalém na manhã desta segunda-feira, 16, unindo-se aos esforços de líderes religiosos no país. De acordo com ele, as pessoas devem manter uma “distância adequada” entre si e “abdicar em função das práticas de higiene requeridas” para conter o novo coronavírus.

A comunidade judaica reza em massa no Muro das Lamentações, frequentemente colocando pedidos e orações escritas nas fendas entre as pedras. Beijar o muro não é um ritual obrigatório, mas alguns judeus devotos acreditam que o ato simboliza uma reverência a Deus. 

Na semana passada, o rabino-chefe de Jerusalém já havia pedido que os judeus mantivessem distância do Muro das Lamentações por medo da pandemia do coronavírus. Ainda assim, alguns fiéis continuaram visitando o local para prestar suas homenagens.

O Muro das Lamentações é considerado o local mais sagrado de oração para os judeus em Jerusalém, reverenciado como uma das relíquias que sobraram do complexo do Segundo Templo, construído por Herodes, o Grande, há mais de 2.000 anos. / REUTERS

Até o momento, Israel já registrou 255 casos do novo coronavírus.

 

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