Juiz que freou pesquisa com células-tronco rejeita apelo de Obama

A resolução supõe o congelamento cautelar dos fundos federais destinados a pesquisas com embriões

EFE, EFE

08 Setembro 2010 | 14h44

O juiz federal que há duas semanas paralisou o financiamento público de pesquisas com células-tronco embrionárias nos Estados Unidos desprezou o pedido do governo de Barack Obama para suspender a proibição.

 

Royce Lamberth, juiz do Distrito de Columbia que congelou cautelarmente este tipo de estudo por considerar que implica na destruição de embriões humanos, afirmou que sua decisão é "menos restritiva" do que interpretou o Departamento de Justiça, que apelou da decisão na semana passada.

 

Segundo o juiz, sua decisão não se aplica aos estudos iniciados durante o Governo de George W. Bush e aos que já haviam sido "outorgados e financiados".

 

Lamberth acrescentou que espera tomar "em breve" uma decisão final sobre o caso.

 

Obama definiu sua posição nessa questão em 2009, quando anunciou que os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) receberiam financiamento público para avançar em várias linhas de pesquisa com células-tronco.

 

Na proibição preliminar, Laymberth considerou que a política de Obama viola uma lei que proíbe explicitamente o uso de fundos federais para destruir embriões humanos.

 

A resolução supõe o congelamento cautelar dos fundos destinados a essas pesquisas, que alguns cientistas consideram fundamentais para conseguir avanços no tratamento de doenças como o Alzheimer.

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