Justiça aceita denúncia do MP contra médica e mais sete pessoas no PR

Profissionais são acusados por homicídio qualificado e formação de quadrilha

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado,

15 de março de 2013 | 20h16

CURITIBA - A 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Curitiba (PR), acatou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta sexta-feira (15), contra a médica e ex-chefe da UTI Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, Virgínia Soares de Souza e mais sete pessoas sob a acusação de homicídio qualificado e formação de quadrilha por supostamente anteciparem sete mortes na UTI desde 2006. O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Alencar também emitiu alvará de soltura para quatro presos que estavam sob prisão temporária, com exceção de Virgínia, que desde o dia 19 de fevereiro permanece sob prisão preventiva no Centro de Triagem. Na próxima semana, a Justiça irá julgar um pedido de habeas corpus para a médica.

Os médicos Anderson de Freitas, Edson Anselmo da Silva e Maria Israela Bocato, além da enfermeira Laís da Rosa Groff (acusados de dois homicídios duplamente qualificado e formação de quadrilha), foram liberados. A denúncia, porém, também atinge a enfermeira Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro (acusada por um homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha), a fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo e o enfermeiro Claudinei Machado Nunes, acusados de formação de quadrilha, mas eles não chegaram a ser presos.

Além da sete mortes investigadas, ocorridas entre 2006 e fevereiro de 2013, a polícia ainda investiga mais 21 casos de mortes suspeitas na UTI. Além dos médicos envolvidos, a Justiça também analisa outros profissionais que atuaram no setor sob a coordenação de Virgínia, que responde por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha.

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