Justiça manda antecipar vacinação de H1N1 em cidade de SP

Liminar estabelece que devem ser vacinados em Quintana pessoas do grupos de risco; dois morreram pela gripe no município

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2016 | 18h15

SOROCABA - O juiz federal Alexandre Sormani, da 1ª Vara da Justiça Federal em Marília, mandou o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo providenciarem, em 48 horas, vacinas contra a gripe H1N1 para moradores de Quintana, no interior paulista. A liminar, dada nesta segunda-feira, 18, em ação movida pela prefeitura local, estabelece que devem ser vacinadas apenas as pessoas que integram os grupos de risco definidos pelo Ministério, como crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas, além de profissionais da saúde.

A prefeitura havia pedido a vacinação de todos os 6.437 habitantes, mas o juiz entendeu que deve ser mantida a prioridade definida pelo Ministério. Na prática, o município conseguiu uma antecipação na campanha nacional de vacinação, prevista para começar no dia 30 deste mês. 

Foi fixada multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento. A prefeitura informou que vai entrar com recurso para que a vacinação seja estendida a toda população. O prefeito Fernando Itapuã (PSC) entrou com a ação depois que duas pessoas contraíram o vírus e morreram na cidade, uma delas, uma menina de 12 anos. 

O Ministério da Saúde informou já ter antecipado 3,5 milhões de doses de vacina para o Estado de São Paulo. Já a Secretaria estadual informou que não foi notificada da ação, mas esclareceu que pediu ao Ministério para adiantar a vacinação em todo o Estado. 

No entanto, o imunizante foi enviado em quantidade insuficiente para atender toda demanda, por isso foram priorizadas áreas com maior incidência. No caso de Quintana, a Secretaria depende da disponibilização de mais doses para antecipar a campanha.

Mortes. A prefeitura de Ribeirão Preto confirmou nesta segunda-feira, 18, a morte de três pessoas após contrair o vírus H1N1 na cidade. Outras oito mortes suspeitas estão sendo investigadas. A cidade teve notificados 124 casos da gripe nos três primeiros meses do ano.

Em Campinas, a morte de uma mulher de 59 anos no Hospital Celso Pierro, mantido pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), é investigada por suspeita de H1N1. Amostras foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz. É o segundo óbito com suspeita do vírus no mesmo hospital. O outro caso é de um paciente de 28 anos que morreu no último dia 8. A prefeitura informou que a cidade tem nove casos confirmados da doença.

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