REUTERS/Ricardo Moraes
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Justiça proíbe que escolas do Rio sirvam almoço para alunos durante crise do coronavírus

Segundo a Prefeitura, que vai recorrer da decisão, 1.500 estudantes almoçaram nos colégios em dois dias

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 12h04

   

RIO - As escolas municipais do Rio, que estavam sendo abertas de 11h às 13h para servir almoço a alunos necessitados, passam a fechar totalmente a partir desta quarta-feira, 18, pelo menos enquanto durar uma liminar dada na terça pela Justiça. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ) entrou com o pedido e obteve a liminar, da qual a Secretaria Municipal de Educação afirma que vai recorrer por meio da Procuradoria-Geral do Município. 

A iniciativa de abrir as escolas para o almoço foi anunciada na última sexta-feira pelo prefeito Marcelo Crivella e pela secretária Talma Romero Suane. Seria uma forma de atender alunos que dependem das unidades escolares para se alimentar. Segundo a Secretaria, cerca de 1.500 alunos se beneficiaram das refeições nos últimos dois dias.

O sindicato, ao justificar o pedido para que os colégios sejam totalmente fechados, ressaltou que sabe da necessidade desses alunos, mas disse que abrir as unidades é colocar em risco os estudantes e profissionais. Eles defendem a adoção de medidas alternativas, como o envio de comida às casas dos alunos. 

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“Alternativas inclusive utilizadas na crise de saúde de 2009, causada pelo vírus H1N1 (mais conhecida como ‘gripe suína’), quando a Prefeitura enviou esforços para distribuir alimentos diretamente aos alunos mais necessitados, sem a necessidade de abertura das unidades e sem colocar em risco os profissionais”, diz o SEPE. 

A capital do Rio concentra 31 dos 33 casos registrados até terça no Estado. 

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