Laboratório da USP vai produzir células-tronco a partir de dentes de leite

Células poderiam ser usadas para desenvolver novos dentes e tecidos como ossos, músculos e nervos

Agência Brasil

21 Julho 2010 | 12h03

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) está construindo um laboratório para o cultivo de células-tronco obtidas a partir de dentes de leite. O projeto é uma iniciativa da Faculdade de Odontologia e da universidade inglesa King's College, que já tem outras cinco parcerias de pesquisa com a universidade paulista.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Andrea Mantesso, que leciona nas duas instituições, foi detectada a existência de células-tronco na polpa dos 20 dentes de leite de cada ser humano. Essas células poderiam ser usadas para o desenvolvimento de novos dentes e até de outros tecidos, como ossos, músculos e nervos. O processo ainda permite a obtenção de células-tronco a um custo menor e sem a necessidade de cirurgia nos doadores.

“A principal vantagem de trabalhar com células-tronco de dentes é o acesso fácil aos tecidos”, disse Andrea, em entrevista à Agência Brasil. “No caso dos dentes de leite, pelo fato de eles caírem por si só, temos 20 oportunidades de coleta de material.”

Hoje, por exemplo, as células-tronco são coletadas em embriões e cordões umbilicais de recém-nascidos e depois armazenadas em laboratórios, ou então retiradas da medula óssea de pacientes que pretendem usá-las em tratamentos de saúde.

A professora afirmou também que pesquisas para uso dessas células na produção de novos dentes ainda estão em estágio inicial. Já para a produção de novos tecidos estão mais avançadas. Mesmo assim, é impossível dizer quando a técnica será aplicada em pacientes. “Seria um chute no escuro”, afirma Andrea.

O novo centro de pesquisas da Faculdade de Odontologia da USP deve ser inaugurado no ano que vem.

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