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Lágrimas das mulheres dizem 'hoje não tem sexo' aos homens, aponta estudo

Israelenses sugerem que substância química do choro diminui níveis de testosterona nos homens

Reuters

07 Janeiro 2011 | 17h41

JERUSALÉM - Os resultados de um estudo sobre o papel das lágrimas na comunicação não-verbal, coordenado pelo Instituto Weizmann da Ciência e pelo Hospital Wolfson, perto de Tel Aviv, em Israel, sugerem que a substância química contida no choro das mulheres diminui os níveis de testosterona nos homens, tornando-os menos agressivos e desestimulando-os a fazer sexo.

Olhando para além de qualquer impacto sobre o desejo sexual, os pesquisadores esperam que essa descoberta possa um dia ser usada no combate ao câncer. "Há uma série de doenças tratadas por meio da redução dos níveis de testosterona, e a mais importante é o câncer de próstata", disse o professor Noam Sobel, do Instituto Weizmann.

Segundo ele, os métodos atuais de corte de testosterona causam efeitos colaterais, e a equipe espera que o uso de lágrimas possa eliminá-los.

Os homens que participaram da pesquisa, publicada na revista Science, foram convidados a inalar as lágrimas das mulheres que se emocionaram enquanto assistiam a filmes tristes.

De acordo com Sobel, os autores esperavam que as lágrimas aumentassem o senso de empatia do sexo masculino. Em vez disso, as frequências cardíaca e respiratória deles, a testosterona salivar e o cérebro apontaram para uma diminuição da excitação sexual.

O sinal químico nas lágrimas da mulher, afirma o pesquisador, foi uma forma de dizer "Não, não estou interessada [em sexo]". "A comunicação é fundamental para a sobrevivência. Os seres humanos, assim como todos os mamíferos, usam o olfato em sua comunicação. É muito eficiente se você tiver um sinal químico que transmite o que você quer - ou claramente não quer - em uma situação sexual", acrescentou Sobel.

Ele disse que os cientistas tinham a intenção de estudar as lágrimas de homens e mulheres, mas apenas um homem respondeu a um anúncio colocado em campi universitários israelenses recrutando voluntários que pudessem chorar facilmente.

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