Reprodução Facebook
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'Lamento as 200 mil mortes, mas a vida continua', diz Bolsonaro

Presidente disse que não pode 'entrar na pilha' dos que acham que o País precisa correr para vacinar a população

Vinícius Valfré , O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2021 | 21h18

BRASÍLIA - No dia em que o Brasil alcançou 200 mil mortes registradas em decorrência da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou lamentar as mortes, mas disse que "a vida continua". Na primeira transmissão ao vivo do ano, nesta quinta-feira, 7, ele elogiou a atuação do Ministério da Saúde na pandemia, criticou recomendações para que as pessoas fiquem em casa e disse que não pode "entrar na pilha" dos que acham que o País precisa correr para vacinar a população.

"A gente lamenta hoje, que estamos batendo 200 mil mortes. Muitas dessas mortes com covid, outras de covid. Não temos uma linha de corte no tocante a isso daí, mas a vida continua. A gente lamenta profundamente. Estou preocupado com a minha mãe, que tem 93 anos. Se ela contrair o vírus, vai ter dificuldade pela sua idade, mas é uma... temos de enfrentar. Não adianta continuar, como alguns querem, aquela velha história de 'fique em casa que a economia a gente vê depois'. Isso não vai dar certo. Pode nos levar a condições mais dramáticas que as consequências do vírus. A gente lamenta, mas a vida continua", declarou.

Sobre o início da vacinação, atribuiu responsabilidade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "A nossa segurança é a Anvisa, temos que ter responsabilidade. Não posso entrar na pilha de alguns achando que temos que correr", disse. "Estamos fazendo a coisa certa, com responsabilidade. Não é corrida por eleições que temos pela frente".

A primeira transmissão de 2021 contou com a participação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O chefe da pasta rebateu as críticas de que o Brasil está atrasado na distribuição de vacinas. Mais de 50 países já começaram a oferecer doses do imunizante.

Pazuello minimizou o início da imunização nos demais países dizendo que os números de vacinas aplicadas ainda são "pífios" e que um início com alcance restrito não seria interessante ao Brasil.

"São números pífios de vacinados. Isso, para nós, não seria compatível. Faríamos a população entrar em outra vibe, de que só teríamos um pequeno grupo vacinado", declarou.

Ao finalizar a transmissão, Bolsonaro mencionou a trágica marca de 200 mil mortos. Citou preocupação com a própria mãe, de 93 anos, disse lamentar as perdas, mas ressaltou que a vida precisa continuar.

'Me solidarizo com as família e amigos de vítimas', diz Fux sobre marca de 200 mil mortes por covid-19

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux, divulgou nota na noite desta quinta-feira (7) em que manifesta “profundo pesar” pelas mais de 200 mil mortes registradas até agora no País em razão da pandemia do novo coronavírus.

“Em nome do Poder Judiciário brasileiro, me solidarizo com as famílias e amigos das vítimas desta pandemia que assola o país e o mundo”, afirmou Fux.

“O Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça continuarão, como vêm fazendo desde o início da pandemia, atuando para ajudar a sociedade brasileira a mitigar danos e impactos desta tragédia humanitária”, acrescentou o ministro.

Fux e ao menos outros três ministros do Supremo -- Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia -- foram infectados pela covid-19, mas já se recuperaram e passam bem.

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