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Lançada com sucesso nave espacial Progress à ISS

Com a partida bem sucedida, uma nova tripulação voará para o entreposto espacial no dia 13 de novembro

Efe e Reuters

31 de outubro de 2011 | 09h09

 MOSCOU - A última nave de carga Progress deste ano foi lançada neste domingo, 30, com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, levando 2,5 toneladas de carga, incluindo o microssatélite Chibis-M.

 

"O lançamento foi um sucesso", informou um porta-voz do Centro de Controle de Voos espaciais, citado pela agência russa "Interfax". A nave se separou do foguete lançador Soyuz-U nove minutos depois do início do voo em regime autônomo até a ISS, à qual se acoplará às 15h40 de Moscou (9h40 de Brasília) do dia 2 de novembro.

 

A Progress M-13M é a primeira nave de carga a chegar à ISS desde o fim de junho. O cargueiro lançado no fim de agosto explodiu na Sibéria pouco após o lançamento, o primeiro acidente desde 1978. Na carga da nave água e alimentos, equipamentos científicos, oxigênio, material médico e de higiene aos cosmonautas.

 

O microssatélite Chibis-M vai estudar as tempestades de raios, com a peculiaridade de que esta será a primeira vez que este fenômeno meteorológico será analisado a partir de diferentes espectros de radiação eletromagnética de maneira simultânea.

 

Falha. O motor que falhou é quase idêntico àqueles usados a bordo dos foguetes russos Soyuz, que levam astronautas e cosmonautas à estação, um projeto de 100 bilhões de dólares de 16 nações atualmente orbitando a cerca de 385 quilômetros da Terra.

 

 

"Os russos disseram ter detectado a causa (do acidente) como possíveis destroços e entupimento na linha de suprimento de combustível", afirmou Kelly Humphries, porta-voz da Nasa. "Fizeram inspeções e testes adicionais, sobre os quais nos falaram para ter certeza de que está pronto para partir".

 

Desde que os ônibus espaciais foram aposentados na metade do ano, as cápsulas Soyuz são as únicas naves capazes de conduzir equipes para a estação, um serviço que no momento custa à Nasa estimados 350 milhões de dólares por ano.

 

Os voos foram suspensos após a falha na Progress, deixando uma equipe de três membros a bordo da estação por um longo período.

 

"Coisas acontecem durante os lançamentos. São muito dramáticos e chamam a atenção de todos", disse o astronauta e diretor de operações da Nasa, Mark Polansky, à Reuters na Rússia. "O importante é dizer 'tudo bem, há um problema' e garantir que seja totalmente analisado e que realmente entendemos qual é sua verdadeira causa", afirmou Polansky.

 

Com o lançamento bem sucedido, uma nova tripulação voará para o entreposto no dia 13 de novembro. Sua chegada prevista para o dia 15 deixará seis dias de intervalo até a equipe atual partir, e seus substitutos deixarão a Terra entre 21 e 26 de dezembro.

 

Para abrir espaço para o novo cargueiro, que deve se acoplar na quarta-feira, os tripulantes preencheram uma velha cápsula Progress de lixo e itens de que não necessitam mais. O novo carregamento leva 2,8 toneladas de alimento, combustível e suprimentos, incluindo um par de iPads.

 

A Nasa busca 850 milhões de dólares neste ano para ajudar empresas privadas sediadas nos EUA a desenvolver táxis espaciais, com o objetivo de romper o monopólio russo de voos à estação antes do final de 2016.

 

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