Laudo diz que incêndio no Instituto Butantã foi acidental

O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes, considerada uma das mais importantes do mundo

Solange Spigliatti, Central de Notícias

22 Março 2011 | 13h16

SÃO PAULO - O laudo do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica de São Paulo aponta que o incêndio que atingiu o Instituto Butantã, na zona oeste de São Paulo, no ano passado, foi acidental.

 

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O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes do Butantã, considerada uma das mais importantes do mundo, além de comprometer boa parte da coleção de 77 mil serpentes e 450 mil aranhas e escorpiões.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o laudo aponta que o fogo começou em consequência do superaquecimento de pedras de calor, usadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras.

 

Ainda de acordo com a secretaria, todas as testemunhas foram ouvidas e o inquérito foi relatado à polícia nesta segunda-feira, 21.

 

O incêndio começou entre 7 e 8 horas da manhã e foi controlado por volta das 10 horas por dez viaturas e 50 homens do Corpo de Bombeiros, quando foi iniciada a operação de rescaldo. Não houve feridos.

 

Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas.

 

Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.

 

A princípio pensou-se que, junto com os animais preservados no laboratório, haviam sido destruídos os livros de tombo, que continham os registros de coleta dos espécimes, de suas características e suas condições, mas depois confirmou-se que eles foram salvos.

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