Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Legado de Einstein é 'universalizado'

Universidade Hebraica de Jerusalém coloca obras, cartas e documentos do físico na internet

Efe

20 de março de 2012 | 09h24

JERUSALÉM - Em uma tentativa de "universalizar" o legado deixado pelo físico Albert Einstein, a Universidade Hebraica de Jerusalém anunciou na segunda-feira, 19, o lançamento de uma página na internet que reúne todos os documentos pessoais e obras científicas do alemão.

 

O arquivo digital, que pode ser visitado no site www.alberteinstein.info, mostra "o gênio em sua faceta mais humana", segundo o presidente da Universidade Hebraica, Menachem Ben-Sasson. O objetivo do projeto, diz ele, é "universalizar o conhecimento de Einstein".

 

"O site expõe seu trabalho, sua escritura e as correções que fazia à mão", explicou Ben-Sasson sobre as aproximadamente 7 mil páginas que já foram disponibilizadas na rede e estão divididas por: relações com a Universidade Hebraica, trabalho cientista, vida pessoal, vida pública e o povo judeu.

 

O objetivo é disponibilizar na rede as obras, os documentos pessoais e as correspondências do físico. "Hoje lançamos um projeto que nos permite expor ao público os tesouros do conhecimento. Einstein deixou esses trabalhos para serem divulgados ao mundo e vamos fazer isso da melhor maneira possível: na internet", ressaltou Ben-Sasson.

 

Entre os papéis do cientista, destaca-se uma carta dos anos 40, destinada ao palestino Azmi El-Nashashibi, editor do jornal O Falastin. No texto, Einstein propõe uma original solução ao conflito entre árabes e judeus.

 

Uma carta, enviada à comunidade judaica de Berlim, também se destaca por apresentar as diferenças, segundo Einstein, entre a "religião judaica" e o "nacionalismo judeu", um discurso sobre arrecadação de doações para o movimento sionista e suas relações com a Universidade Hebraica, que ele mesmo ajudou a fundar entre 1918 e 1925.

 

Até o final de 2012 serão disponibilizadas na internet cerca de 80 mil páginas, em uma iniciativa que conta com a participação da editora da Universidade de Princeton, que publica em papel os trabalhos do cientista falecido em 1955, e a Einstein Papers Project (EPP) do Instituto Tecnológico da Califórnia, que as editam.

 

O uso dos direitos de imagem do laureado cientista, prêmio Nobel de Física em 1921, chegaram a fornecer à Universidade Hebraica até US$ 1 milhão anual.

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