J.Pinto / Acervo Casa de Oswaldo Cruz
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Legado de um Pioneiro renasce em tempos de pandemia

Dia da Saúde também é uma homenagem À trajetória de Oswaldo Cruz

Caderno Saúde, Media Lab Estadão
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05 de agosto de 2020 | 11h43

A pandemia causada pelo coronavírus tem despertado a discussão sobre o papel da saúde pública do Brasil e a importância da vacinação. Refletir sobre esses temas pressupõe falar de Oswaldo Cruz, o médico precursor das vacinas no País. Não é à toa que o Dia Nacional da Saúde, celebrado hoje, 5 de agosto, é justamente a data de nascimento desse cientista pioneiro, que deixou um rico legado aos brasileiros. 

Nascido em 1872 na cidade de São Luís do Paraitinga, interior de São Paulo, Oswaldo Cruz formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com apenas 20 anos, apresentando a tese de doutorado “A vehiculação microbiana pelas águas”. Dois anos depois de formado, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, como responsável pela montagem e chefia do laboratório de análises clínicas. Em 1897, Oswaldo Cruz viajou para Paris, onde estudou microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur e medicina legal no Instituto de Toxicologia.

Foco nas campanhas sanitárias

Dois anos depois, de volta ao Brasil, o médico reassumiu o cargo na Policlínica Geral e integrou a comissão de estudos sobre a mortandade de ratos que provocava um surto de peste bubônica em Santos.

Em 1903, ao assumir o comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP), Oswaldo Cruz empreendeu uma campanha sanitária de combate à febre amarela, peste bubônica e varíola, principais doenças da capital federal naquela época. Precisou adotar medidas como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos – e a desinfecção das moradias em áreas de focos de doenças. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença, levou à queda na incidência de peste bubônica.

Ao combater a epidemia de febre amarela, o médico enfrentou a resistência de grande parte dos médicos e da população, que acreditava que a transmissão da doença se dava por meio do contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. Para Oswaldo Cruz, no entanto, o transmissor era um mosquito. Com base nessa teoria, ele suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, quintais e ruas para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular, que culminou com a Revolta da Vacina.

Superada a crise, entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma expedição a 30 portos marítimos e fluviais de norte a sul do Brasil para estabelecer um código sanitário com regras internacionais. O médico ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do País e participou do combate à malária, durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré.  Em 1915, com a saúde fragilizada, mudou-se para Petrópolis, onde morreu de insuficiência renal em 11 de fevereiro de 1917 com apenas 44 anos.

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