Arquivo/AE
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Legalização da maconha com fim médico não eleva consumo de jovens, diz estudo

Segundo pesquisadores dos EUA, não há diferenças significativas na procura pela droga, que é legal para esse tipo de uso em 14 estados norte-americanos e em Washington

Efe,

03 de novembro de 2011 | 09h41

A legalização da maconha com fins médicos não contribui para aumentar seu consumo entre os jovens, garante um estudo divulgado nesta última quarta-feira, 2, nos Estados Unidos, onde a droga é legal para esse tipo de uso em 14 estados e em Washington, a capital do país.

A pesquisa, dirigida pela doutora Esther Choo, do Rhode Island Hospital, foi apresentada durante a reunião anual da Associação Americana de Saúde Pública.

A legalização da maconha com fins médicos no estado de Rhode Island, o que ocorreu em 2006, gerou "preocupações" sobre o aumento de sua "acessibilidade" para os jovens, "mais vulneráveis às mensagens públicas sobre o uso de drogas e às consequências adversas", explicou Choo.

Para comprovar que essa tese não tem fundamento, os pesquisadores analisaram dados de 32.750 estudantes de Rhode Island e de Massachusetts, onde a maconha não é legal, e descobriram que não havia "diferenças significativas" no consumo.

A maconha é uma substância ilegal em nível federal nos EUA, onde sua comercialização é considerada narcotráfico, e o país investe bilhões todos os anos em sua erradicação dentro e fora de suas fronteiras.

Em 14 estados e em Washington é possível adquirir maconha de forma regulada para atenuar doenças que vão desde o câncer até a esclerose, embora esse leque, que inclui estresse e problemas para dormir, terminou por transformá-la em um produto mais.

Segundo uma pesquisa do Instituto Gallup divulgada no mês passado, metade dos americanos é a favor da legalização da maconha.

Apesar de o apoio à descriminalização de seu uso ter aumentado desde 2000, as iniciativas para tentar legalizar sua venda geral não prosperaram.

O fracasso mais famoso foi o da chamada Proposta 19, na Califórnia, que pretendia descriminalizar o cultivo, a venda, a posse e o consumo da cannabis para maiores de 21 anos nesse estado, e que acabou rejeitada em um plebiscito realizado em novembro de 2010 por 56% dos eleitores. 

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