Alex Silva/Estadão
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‘Lei acolhe mães e o ato de amamentar’

Turismóloga foi abordada no Sesc Belenzinho, na zona leste de São Paulo, enquanto amamentava a filha Sofia, que tinha 1 e 4 meses

Entrevista com

Geovana Cleres

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 03h00

A amamentação em público não poderá mais ser alvo de constrangimentos e renderá multa de até R$ 1 mil para empresas que cometerem a infração. O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou a lei que proíbe que mães sejam impedidas de amamentar em locais públicos na capital paulista. A sanção foi publicada nesta terça-feira, 14, no Diário Oficial da Cidade

A turismóloga Geovana Cleres, de 37 anos foi abordada no Sesc Belenzinho enquanto amamentava a filha Sofia, que tinha 1 e 4 meses, em 2013. Em entrevista ao Estado, ela conta o que espera da nova regra: 

Como você recebeu a notícia sobre a sanção da lei?

Fiquei muito feliz com o avanço. Este é o momento para que, de fato, o tabu da amamentação em público comece a ser quebrado. Vejo isso como um acolhimento às mães e ao ato de amamentar.

Quando foi abordada amamentando, você disse que ficou sem ação. O que muda para as mães de hoje com a nova lei?

Naquele momento, me passou pela cabeça se havia ou não uma lei. Se existisse e eu tivesse a informação, estaria acolhida. Com a lei, outra mãe que estiver dando de mamar ao seu filho vai se sentir aliviada para fazer isso sem o risco de ser constrangida.

A lei vai beneficiar as mulheres que estão vivendo mais a maternidade fora de casa? 

As mães que amamentam vão a exposições, teatro e precisam ocupar esses espaços. É um olhar voltado para a mãe que sai de casa. Ter um filho não quer dizer clausura. A lei mostra que as mães foram ouvidas. O instinto materno não deve ser controlado. 

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