Lei de SP proíbe cachimbo e charuto em bares e restaurantes

Multa para os estabelecimentos que infringirem a lei é de R$ 2 mil; 60% consomem 40 cigarros por dia na cidade

da Redação

13 de fevereiro de 2008 | 16h39

O projeto do vereador José Rogério Farhat (PTB) que proíbe o fumo de charuto, cachimbo e cigarrilha em restaurantes e bares da capital paulista foi transformado em lei nesta quarta-feira, 13, publicada no Diário Oficial do Município, segundo a assessoria do parlamentar. A multa para os estabelecimentos que infringirem a lei é de R$ 2 mil.   Para o vereador, a proposta é mais um passo na luta contra o tabagismo. "Os donos de restaurantes e bares que insistirem em receber esses fumantes deverão criar áreas restritas e totalmente fechadas, para que a poluição não afete os demais clientes, como acontece atualmente nas áreas de fumantes", explicou Farhat, por meio de nota.   Consumo de cigarro   Um levantamento realizado pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que 60,3% dos fumantes na cidade de São Paulo consomem quarenta cigarros por dia, pelo menos, ou seja, dois maços inteiros ou mais.   Segundo a pesquisado Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas),  quem consome dois maços ou mais por dia é considerado fumante pesado. Já quem fuma até um maço de cigarros por dia representou 22,5% do total. Os fumantes leves, que consomem menos de um maço por dia, somam 14,2% dos avaliados pela secretaria. Os demais 3% de fumantes não conseguiram ou desistiram de realizar o teste.   Os resultados do estudo foram feitos a partir da aplicação de uma espécie de "bafômetro do cigarro", um aparelho que mede a concentração do monóxido de carbono no organismo da pessoa. O resultado apresentado no display do equipamento é comparado às escalas numéricas de um gabarito, que identifica se o paciente é fumante pesado, fumante ou fumante leve.   "Não existem níveis seguros para o consumo de cigarros ou de qualquer derivado do tabaco. Porém, quem fuma dois mais maços por dia ou mais corre mais riscos de enfarto, derrame, enfisema pulmonar e câncer", afirmou a diretora do Cratod, Luizemir Lago.

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