Leishmaniose faz segunda vítima do ano no interior paulista

A leishmaniose visceral americana fez mais uma vítima no interior de São Paulo. O aposentado Deocrécio Oliveira, de 69 anos, morador no bairro São Francisco, em Penápolis, estava internado desde o dia 24, mas morreu na segunda-feira, 1. A morte, a segunda registrada no Estado em 2006, levou os sanitaristas a fazer uma operação de bloqueio na cidade na tentativa de impedir a contaminação de mais pessoas e controlar a proliferação do mosquito palha, vetor do protozoário leishmania, que se hospeda no cão. A doença já se espalhou por cerca de 50 municípios do Oeste e Noroeste do Estado, onde ao menos 34 pessoas foram contaminadas somente neste ano. No ano passado, a leishmaniose matou 13 pessoas, seis delas só em Bauru. A outra morte de 2006 foi registrada no início do ano, em Pirajuí. De volta A leishmaniose visceral estava extinta no Estado de São Paulo, mas ressurgiu em 1999 com a vinda de um cão hospedeiro do Norte do País para Araçatuba. Desde então, 75 pessoas morreram em conseqüência da doença no Estado. De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica de Penápolis, Rosalícia Lundstedt, todas as famílias moradoras num raio de 400 metros do aposentado vão passar por exames. O trabalho termina nesta sexta-feira, quando terá início um manejo ambiental para retirada de materiais orgânicos das casas e terrenos baldios. "Estamos pedindo à população que limpe os quintais e não deixe acumular folhas e outros materiais orgânicos, que são os principais focos criadouros do mosquito transmissor da doença", disse. Outra medida é verificar a existência de cães contaminados, que precisam ser sacrificados. Segundo Rosalícia, cerca de 30 cães contaminados são mortos por mês em Penápolis. A demora na constatação da doença, cujos sintomas são febre, inchaço do baço, tosse e diarréia, pode ser fatal. Oliveira contraiu a leishmaniose em fevereiro, mas somente em abril os médicos constataram a doença.

Agencia Estado,

03 de maio de 2006 | 19h30

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