Levantamento aponta Rio têm risco de epidemia de dengue

Segundo Liraa, vários bairros da cidade apresentam alto de infestação por larvas do mosquito

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

29 de outubro de 2008 | 20h46

O resultado do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa) mostra que alguns bairros da zona norte do Rio, como Coelho Neto, Complexo do Alemão e Ilha do Governador, estão com taxas de infestação por larvas do mosquito superiores a 4%, o que representa um alto risco de epidemia. Bairros de elite, como Ipanema e Humaitá, na zona sul, e Barra da Tijuca e Recreio, na zona oeste, apresentaram índices que definem estado de alerta - entre 1% e 2%, segundo a Organização Mundial de Saúde.   Veja também:  O avanço da dengue no Brasil   As doenças hemorrágicas no mundo    O Liraa é um importante instrumento de prevenção e controle da dengue, pois mostra o índice de infestação por larvas do mosquito numa determinada região. No dia 19 de novembro, o Ministério da Saúde irá divulgar o resultado da pesquisa, que está sendo feita em 169 municípios considerados mais vulneráveis. Cerca de 30% deles já coletaram os dados.   No Rio, a coleta foi feita entre os dias 13 e 18 de outubro. O resultado servirá para determinar as áreas onde os 1.500 bombeiros que estão se formando como agentes de controle da dengue irão atuar, a partir da próxima semana. Jacaré (10,8%), Complexo do Alemão (9,8%). Abolição e Água Santa (8,5%) e Coelho Neto (8%) lideram o ranking.   No Humaitá, Ipanema e Barra da Tijuca o índice é de 1,9%, na Tijuca e Vila Isabel está em 2,53%. Bairros da zona sul como Urca, Leme, Leblon, Gávea, Catete, Laranjeiras e Copacabana registram índices menores de 1%, valor máximo considerado tolerável pela OMS.   Até esta quarta-feira, 29, foram registrados no Estado do Rio 250.026 casos de dengue em 2008, com 181 mortes confirmadas - 56 por dengue hemorrágica - e 143 sob investigação.

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