Libéria tem meta de não ter nenhum caso novo de Ebola até o Natal

Libéria tem meta de não ter nenhum caso novo de Ebola até o Natal

País na África Ocidental registrou três mil casos confirmados, prováveis e suspeitos de mortes pela doença desde o início do surto

O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2014 | 12h03

MONRÓVIA - A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, pediu a seus agentes do país para dobrarem os esforços a fim de alcançar a meta do governo de não registrar nenhum caso novo de Ebola até 25 de dezembro, meta considerada ambiciosa por alguns especialistas.

"Nós estabelecemos uma meta muito difícil. Mas quando você define uma meta, isso significa que você tem de manter o foco no alvo e nesse objetivo", afirmou Ellen, durante uma cerimônia de recebimento de ajuda de um navio holandês na capital do país, Monróvia.

O navio Karel Doorman forneceu suprimentos para os três países mais atingidos pela epidemia de Ebola, visitando as capitais de Guiné e Serra Leoa nos últimas duas semanas, de acordo com Julius Kanubah, da sessão política da União Europeia na Libéria.

Nove países europeus e o Fundo das Nações Unidas para a Infância doaram 160 veículos, 80 contêineres e 1.200 toneladas de suprimentos para agências humanitárias.

Ellen agradeceu à União Europeia por ajudar as outras nações atingidas pela doença. "Nós não estaremos totalmente livres do Ebola até que todos os países afetados também estejam livres", afirmou.

A Libéria registrou três mil casos confirmados, prováveis e suspeitos de mortes por Ebola desde o início do surto, quantidade bem maior do que todos os outros países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de novos casos caiu recentemente, o que levou os Estados Unidos a reduzirem o tamanho e o número de instalações de tratamento em construção no país.

Funcionário da ONU recuperado. Um funcionário sanitarista da Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu alta de um hospital francês neste domingo, 23, e deixou o país depois de se recuperar do vírus Ebola, informou o Ministério da Saúde francês.

O funcionário da ONU, que não teve seu nome e nacionalidade divulgados, havia sido levado para a França, vindo de Serra Leoa, e estava em isolamento no Hospital Militar Begin, no subúrbio Saint-Mandé, a leste de Paris.

Até a última terça-feira, 18, o número de mortos na epidemia era de 5.459 entre os 15.351 casos identificados em oito países, segundo a OMS.

Cubano submetido a tratamento experimental. Um médico cubano que está sendo tratado de Ebola na Suíça mostrou otimismo em relação a uma droga experimental, que poderá abrir caminho para sua recuperação.

A imprensa oficial cubana informou no sábado, 22, que a esposa de Felix Baez disse que ele começou o tratamento com a droga ZMapp e está se sentindo bem.

O médico fazia parte de uma equipe cubana enviada para Serra Leoa. Ele chegou com forte febre em 16 de novembro e, após exames, foi confirmada a doença. Na quinta-feira, 27, o médico foi transferido para Genebra.

Baez falou com sua esposa, a doutora Vania Ferrer, na sexta-feira. A mídia cubana relatou que ele está em condição estável.

2 novos casos no Mali. O governo do Mali informou no sábado que dois novos casos de Ebola foram confirmados no país e que dois outros pacientes estão sob testes para verificar a suspeita de que contraíram o vírus.

Os pacientes que testaram positivo para o Ebola "foram colocados em um centro de isolamento para tratamento intensivo", disse o governo em um comunicado distribuído no sábado. Contudo, não foram divulgados detalhes sobre os dois.

As autoridades do Mali estão monitorando 310 pessoas para limitar o surto da doença, que já matou cinco pessoas no país./AP e REUTERS

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