Linfoma não-Hodgkin aparece pela primeira vez nas estimativas do câncer

Doença que acometeu presidente Dilma Rousseff e Reynaldo Gianecchini teve incidência acima das leucemias

Clarissa Thomé,

24 de novembro de 2011 | 18h23

O linfoma não Hodgkin, doença que acometeu a presidente Dilma Rousseff e para a qual o ator Reynaldo Gianecchini está em tratamento, aparece pela primeira vez nas estimativas do Instituto Nacional do Câncer. O cálculo é de que serão registrados novos 9.640 casos ao ano em 2012 e 2013.

"O linfoma entra pela primeira vez nas estimativas pela sua magnitude; teve uma incidência acima das leucemias, tanto em homem quanto às mulheres", afirma o coordenador-geral de Assuntos Estratégicos do Inca, Carlos Noronha. Ele acredita que o aumento do número de casos esteja relacionado ao acesso maior ao diagnóstico.

O linfoma não Hodgkin é um câncer do sistema linfático e tem mais de 20 subtipos diferentes catalogados pela Organização Mundial de Saúde. Os primeiros sintomas incluem o aumento de gânglios (popularmente conhecidos como nódulos ou ínguas), que ficam palpáveis no pescoço, axilas, virilha. Febre persistente por mais de 15 dias - mesmo que não ocorra diariamente, perda de mais de 10% do peso.

O tratamento varia de acordo com o subtipo da doença - radioterapia, quimioterapia, autotransplante de medula óssea. "O linfoma é mais incidente na população idosa. O envelhecimento da população corrobora para o surgimento da doença", explica o hematologista Garles Matias Vieira, médico do Hospital A.C. Camargo. "Também há outros fatores. O uso de terapias imunossupressoras, para o tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, doença de Crohn, ou para evitar a rejeição de órgão transplantado favorece o surgimento do linfoma", explica.

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