Lula descarta 'surto de febre amarela', mas recomenda vacina

Em Havana, presidente diz que 'as pessoas precisam se precaver; que vacina não dói e pode salvar uma vida'

Vera Rosa, enviada especial

15 de janeiro de 2008 | 18h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14, que não há risco de febre amarela nas cidades brasileiras. Em entrevista coletiva, ao responder a uma pergunta sobre perigo de um surto de febre amarela no País, Lula respondeu: "Não há risco de febre amarela. Temos um caso de febre amarela silvestre. Não há perigo de febre amarela urbana."  Na realidade, o Ministério da Saúde registrou neste ano três casos confirmados de febre amarela, com duas mortes e uma recuperação.   Veja Também: Paciente suspeito de ter febre amarela morre no DFConheça os riscos e os sintomas da doença Lula acrescentou: "O importante é o seguinte: cada vez que eu viajo para um país que tem problema, eu tomo a vacina, por precaução. Acho que as pessoas precisam se precaver e tomar a vacina, que não dói, não dá febre e pode salvar uma vida."  Casos no Brasil  A Secretaria da Saúde do Estado do Paraná anunciou nesta terça-feira, 15, a morte de um morador da cidade de Maringá por febre amarela, no último dia 8. A vítima do Paraná teria sido infectada em Caldas Novas, em Goiás. Segundo a pasta, a doença foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz, e o paciente era um dos 17 casos suspeitos sob observação do Ministério da Saúde.  Com isso, já são três as mortes confirmadas por autoridades sanitárias estaduais ou federais e quatro, os casos suspeitos no Brasil em 2008. O caso de morte suspeita de febre amarela ocorreu no Distrito Federal, na noite de segunda-feira, mesmo dia em que a Secretaria da Saúde do Estado de Goiás havia confirmado a primeira morte no Estado. O caso goiano representou a segunda morte provocada pela doença no País.   Na terça-feira passada, Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos, morreu em por causa da doença no Distrito Federal, tornando-se a primeira vítima fatal da doença no Brasil em 2008.  O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez um pronunciamento no domingo, em rádio e TV, para tentar conter a crescente corrida da população para vacinar-se contra a febre amarela.   Caso se instale nacionalmente o fenômeno registrado em Brasília, os estoques podem ser insuficientes. Em duas semanas, 37% da população da capital foi imunizada - 893 mil pessoas.  Se a procura nacional for semelhante, serão necessárias 68 milhões de doses - quase dois anos da produção atual.   

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