Panoramio/Reprodução
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Macaco morre em escola de Rio Preto; alunos são vacinados

Vírus da febre amarela foi identificado em dois primatas da cidade; único óbito humano na região aconteceu em Bady Bassit

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2017 | 15h42

SOROCABA - Um macaco foi achado morto no interior da Escola Estadual Cardeal Leme, na região central de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A suspeita de febre amarela levou a Secretaria Municipal de Saúde a iniciar a vacinação de 450 alunos nesta terça-feira, 14. O animal foi encontrado agonizando no pátio da escola na última sexta-feira, 10. Recolhido pela Polícia Ambiental, o primata não resistiu. 

Amostras de sangue foram enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, mas os resultados ainda não ficaram prontos.

No sábado, 11, a escola de ensino fundamental e médio passou por nebulização, assim como as ruas do entorno. No retorno às aulas, na segunda-feira, 13, os estudantes das 14 classes que funcionam em período integral foram avisados para se apresentarem com as carteiras de vacinação.

A vacina está sendo aplicada por enfermeiros e agentes de saúde. De acordo com a Secretaria, os moradores e frequentadores do entorno da escola, que ainda não estão imunizados, também receberão a vacina.

A preocupação se deve ao fato de que dois dos dez macacos achados mortos neste ano na cidade estavam contaminados pelo vírus da febre. 

Em Catanduva, na mesma região, foram achados dez macacos mortos e três moradores apresentaram sintomas da doença - os casos são investigados. O único caso de óbito de pessoa por febre amarela na região foi registrado em Bady Bassit, cidade vizinha, em abril do ano passado. A vítima, um homem de 38 anos, fazia trilhas em matas e teve contato com macacos.

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